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Reforma restitui a cor original ao Palácio Guanabara

Palacete do século XIX foi comprado por dom Pedro II para a princesa Isabel. Obra de 16 milhões de reais será concluída em julho

Depois de um ano escondido atrás de tapumes, o Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, exibe uma parte de sua nova fachada. A mudança mais visível para quem passa pela movimentada rua Pinheiro Machado é a recuperação da cor ocre original, em substituição ao bege claro. Mas a reforma, orçada em 16 milhões de reais, vai modernizar a infra-estrutura do palacete, construído na primeira metade do século XIX, e recuperar sua memória.

O palácio foi palco de momentos importantes da história do Brasil. Foi comprado por dom Pedro II para servir de residência à princesa Isabel e a seu marido, o conde d´Eu. Ali, em 1888, foi assinada a Lei Áurea, que aboliu a escravidão. Com a proclamação da República, passou a fazer parte do patrimônio da União e ganhou o nome atual.

Foi residência oficial dos presidentes do país entre 1926 e 1947, quando se tornou sede da prefeitura do Distrito Federal. Desde 1960, com a transferência da capital para Brasília, é a sede do governo estadual.

Cerca de cem especialistas são responsáveis pela reforma – a quinta e mais completa já feita no palacete – que deverá ficar pronta em julho. Estão sendo trocados telhados, forros, pisos, instalações elétricas e hidráulicas. No decorrer das obras, foram encontrados azulejos do século XIX e, também, pisos da época da escravatura. Essas descobertas ficarão visíveis em algumas áreas do palácio, protegidas por placas de vidro.