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Reconstituição confirma versão de Elize Matsunaga sobre assassinato

Segundo peritos, procedimento revela detalhes do esquartejamento do empresário Marcos Matsunaga pela própria mulher no apartamento do casal

Por Valmar Hupsel Filho 7 jun 2012, 16h23

Realizada entre 21h e meia-noite desta quarta-feira, a reconstituição do assassinato e esquartejamento do empresário Marcos Matsunaga confirmou os termos do depoimento que sua mulher, Elize Matsunaga, prestara à Polícia ao longo do dia. Após a reconstituição, ela deixou o apartamento do casal, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, por volta da 1h, de onde seguiu para o presídio feminino de Itapevi. Em seguida, o local do crime foi novamente periciado por cerca de duas horas e meia.

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“Tudo o que ela falou foi comprovado por provas periciais”, disse Ricardo da Silva Salada, do Núcleo de Perícia de Crimes Contra a Pessoa do Instituto de Criminalística (IC), que participou da reconstituição. Elize disse à Polícia que disparou contra a cabeça do marido por volta das 21h do dia 19 de maio após uma discussão em que levou um tapa no rosto. A arma usada no crime estava em uma das cômodas perto do local onde estava o casal. Matsunaga era colecionador de armas e as espalhava pelo apartamento com medo de assalto. Ali, a Polícia encontrou 30 armas, registradas e regularizadas, e cerca de 10.000 projéteis.

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O disparo aconteceu quando ambos estavam em um corredor próximo à cozinha. A bala atingiu o lado esquerdo do rosto do empresário. Em seguida, Elize demonstrou, usando um boneco usado para simular o corpo do empresário, como arrastou o marido até o quatro de hóspedes. Segundo o perito, testes com reagentes revelaram que o chão manchado de sangue foi lavado em todo o trajeto de 12 metros descrito por Elize.

“Durante umas 12 horas ela disse que ficou sem saber o que fazer”, disse o perito. Segundo ele, Elize disse que só depois que a babá chegou ao apartamento, por volta das 5h, ela se trancou no quarto de hóspedes e iniciou o esquartejamento. Com noções de enfermagem, Elize sabia que o corpo humano entra em processo de rigidez cadavérica, com coagulação de sangue, o que permitiria a seção sem que houvesse um banho de sangue.

Elize mostrou como usou o elevador levando as três malas em que estavam as partes do corpo do marido. Objetos com o mesmo peso foram utilizados em malas na reconstituição. Ela demorou seis minutos entre o apartamento e o carro. A autora confessa do crime disse à Polícia que jogou a faca utilizada para cortar os membros do marido em uma lixeira no Parque Villa-Lobos. Policiais fizeram buscas no local indicado mas não encontraram a faca. O perito afirmou ainda que, durante a reconstituição, Elize estava ansiosa para terminar o procedimento e que dizia estar preocupada com a filha.

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