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Reajuste na anuidade escolar pode chegar a 10%

Por José Maria Tomazela, correspondente

Sorocaba, SP – O reajuste nas anuidades escolares para 2012 deve ficar entre 8% e 10%, conforme a previsão do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (SIEEESP). Cada escola tem até meados de dezembro – 45 dias antes do início do próximo ano letivo – para definir o valor, mas a expectativa é de um reajuste médio um pouco acima da inflação, de acordo com o presidente Benjamin Ribeiro da Silva.

“Nossa previsão é de que a inflação atinja os 7% este ano, mas os proprietários de escolas trabalham com a perspectiva de um aumento inflacionário no próximo ano por conta da crise financeira internacional.”

Segundo ele, o sindicato não estipula um índice, mas fornece os indicadores econômicos para que cada escola estabeleça seu reajuste. “O mantenedor deve ter cuidado, pois estamos em tratativas salariais com os professores e não sabemos de quanto vai ser o aumento deles.”

Além disso, segundo ele, no próximo ano as escolas já terão de absorver a mudança nas regras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que acresceu três dias a mais de depósitos na conta do trabalhador, além de aumentos indiretos de impostos.

Hoje durante reunião com mantenedores da região de Sorocaba, Silva alertou para o risco da fixação de um aumento abaixo do necessário para cobrir os custos. “Todas as taxas públicas são indexadas pelo IGPM (Índice Geral de Preços Médios), que já está quase em 11%”, advertiu.

O presidente do SIEEESP lembrou ainda que as escolas devem incluir nos custos a renovação tecnológica. “Na área de informática tudo muda muito rápido e as escolas precisam atualizar a tecnologia. Diferente do feijão no supermercado que pode ser reajustado a qualquer hora, o reajuste na anuidade é feito uma vez só para o ano todo”, comparou.

Silva disse que a demanda pelo ensino privado permanece alta, o que é um fator favorável às escolas, mas pediu cautela. “Não recomendamos aumentos absurdos, pois o mercado é muito concorrido. Cada escola tem de saber se a sua clientela pode absorver o reajuste.”

De acordo com Silva, a inadimplência tem peso sobre o aumento na anuidade, pois o custo financeiro resultante da falta de pagamento é repassado para a planilha. Conforme levantamento feito pelo sindicato em todas as regiões do Estado, em agosto o índice médio foi de 7,59%, mas a média no ano está em 8%.

A inadimplência é mais elevada na capital: 12% em agosto, média de 10,1% no ano. Já no restante da Região Metropolitana de São Paulo, o índice é o mais baixo, na faixa de 5%. O sindicato representa 8,9 mil escolas de ensino infantil, fundamental e médio do Estado, com 1,9 milhão de alunos. As orientações sobre o reajuste das anuidades serão dadas em encontros nas outras 14 regiões paulistas.