Rapaz preso por rojão diz que vai colaborar com a polícia

Fábio Raposo admite ter visto suspeito em outras manifestações e vai ajudar em investigações

Por Da Redação - 9 fev 2014, 17h57

O tatuador Fábio Raposo, de 22 anos, preso neste domingo por envolvimento no episódio que feriu o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade na quinta-feira, disse que vai colaborar com as investigações para identificar o homem a quem ele entregou o rojão durante protesto no centro do Rio de Janeiro.

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“Ele diz que não tem amizade com o rapaz, mas já o viu em outras manifestações e vai tentar nos ajudar a descobrir quem é”, afirmou o delegado Maurício Luciano de Almeida e Silva, da 17ª delegacia de polícia de São Cristóvão, que investiga o caso. Ele espera que o tatuador consiga orientar a produção de um retrato falado do procurado.

O advogado do tatuador, Jonas Tadeu Nunes, vai pedir à Justiça que reconsidere a ordem de prisão temporária, válida por 30 dias. Ele espera reduzir a ordem ao prazo de cinco dias. Segundo Nunes, este recurso, porém, só será apresentado na próxima terça-feira.

Na tarde deste domingo, Raposo deixou a 17ª DP rumo à Cidade da Polícia, complexo que agrupa delegacias especializadas situado no Jacarezinho, na zona norte. A polícia não divulgou por que Raposo foi levado para lá.

Pouco antes da transferência, três líderes de manifestações chegaram à 17ª DP para prestar solidariedade a Raposo. Entre elas, Elisa Quadros, que disse que conhece o tatuador de outras manifestações, como o “Ocupa Cabral” e o “Ocupa Câmara”. Houve discussão entre o trio e cinegrafistas que registraram a chegada do grupo.

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O cinegrafista Santiago Andrade, de 49 anos, continua internado em estado grave no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio. Ele está em coma induzido.

(Com Estadão Conteúdo)

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