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Quem são os brasileiros sancionados pelos EUA por suspeita de ligação com PCC

Victor de Oliveira Shimada e Stella de Oliveira estão na mira das autoridades norte-americanas

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jul 2026, 18h04 | Atualizado em 1 jul 2026, 18h27
Quem são os brasileiros sancionados pelos EUA por suspeita de ligação com PCC Priorizar nos meus resultados Google

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta, 1º, as primeiras sanções a brasileiros por suspeita de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando do Capital, o PCC. Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira não poderão fazer transações com cidadãos norte-americanos, e quaisquer bens e imóveis que tiverem nos EUA ficarão bloqueados.

As sanções também atingem três empresas brasileiras sediadas em São Paulo –Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda e Wave Construções Inteligentes Ltda– além da companhia portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda. Todas seriam controladas por Shimada e utilizadas para movimentar e ocultar recursos do PCC.

Quem são os brasileiros sancionados?

Victor Henrique de Oliveira Shimada foi apontado pelo governo norte-americano como o “principal elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais”. De acordo com o Departamento do Tesouro –o equivalente ao Ministério da Fazenda– Shimada teria lavado mais de 30 milhões de dólares do tráfico de drogas e enviado os valores de volta ao Brasil por meio de transações com criptomoedas.

Shimada já estava na mira das autoridades brasileiras: ele foi denunciado por envolvimento na lavagem de dinheiro de recursos desviados do Corinthians por meio do patrocínio da casa de apostas Vai de Bet. Em 2025, ele chegou a ficar em prisão domiciliar, mas foi libertado.

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Já Stella é parente e secretária de Shimada. De acordo com os americanos, ela teria prestado apoio a ele e recolhido grandes quantias em dinheiro vivo, o que teria permitido às operações ilegais no país.

Segundo as autoridades americanas, a rede criminosa operava em dois polos, na Flórida e em São Paulo. Seis integrantes do braço norte-americano do grupo foram presos em janeiro deste ano pelo FBI, e as ações desta quarta miram a operação brasileira.

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