Quem é o advogado Nelson Wilians, alvo de operação que investiga esquema bilionário com bets
Empresário e fundador do seu próprio escritório, ultrapassa 1 milhão de seguidores nas redes sociais e se destaca por estilo de vida luxuoso
O advogado Nelson Wilians é um dos alvos da operação Arena, da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção bilionário de ocultação de bens para empresas de apostas online, as chamadas bets.
Com 1,4 milhão de seguidores somente no Instagram, ele se define na plataforma como “advogado empreendedor” e lembra que foi capa da revista Forbes Brasil, ressaltado como o fundador do escritório Nelson Wilians Advogados, que implantou seu próprio modelo de advocacia no Brasil e, segundo descrição própria, possui filiais em todas as 27 capitais dos estados.
Coautor do livro “Loucura, não. Coragem! Comunicação e marketing para advogados (e para todos!)”, apontado na Amazon como Best Seller por ele ser um “fenômeno profissional e midiático”, Wilians se destaca nas redes sociais por expor um estilo de vida extravagante e de muito luxo — com viagens em jatinhos e carros importados — além de lições de autoajuda para advogados em início de carreira.
Em um vídeo publicado na plataforma, ele afirma que construiu seu patrimônio sozinho, focando sempre em ter mais clientes. “Eu comecei do zero absoluto e construí, até agora, uma história na advocacia sem sobrenome. No início, eu era ‘o alemão’, nem nome eu tinha (…). Cada um tem sua história para construir. A história do Nelson serve como inspiração. Você vai construir a sua. Não perca a fé, a coragem, a resiliência, o planejamento. E não esqueça: sem clientes, um advogado não é advogado. Tenha sempre em foco o seu cliente”, diz.
No mês passado, o escritório dele foi acusado pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP) da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz-SP) de fazer parte de uma organização investigada por suposta venda de créditos falsos de ICMS para reduzir indevidamente o imposto devido ao Estado. A suspeita é de que ele teria sonegado quase 4 bilhões de reais em créditos tributários.
Em nota, a empresa apenas disse a situação era responsabilidade de outro escritório, sem qualquer responsabilidade própria, ao apontar que “a gestão das operações mencionadas era de responsabilidade exclusiva do escritório De Paula Advogados & Consultoria Jurídica, sem qualquer vínculo societário ou de controle com o NWADV”.






