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Queixas de falta d’água se espalham por todas as regiões de São Paulo

Moradores de Perdizes e Pompeia, na Zona Oeste, da Aclimação, Cambuci, Consolação e Pacaembu, no Centro, Limão e Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte, e Vila Guarani e Jardim Ângela, na Zona Sul, tiveram torneiras vazias

Por Da Redação - 15 out 2014, 10h05

As queixas de falta d’água, antes frequentes entre moradores e comerciantes de bairros localizados em pontos mais altos da capital paulista, se espalharam e agora atingem residências por toda a cidade. A crise hídrica está afetando até o Parque do Ibirapuera, na Zona Sul, que ficou sem água nos bebedouros.

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Desde o último fim de semana, moradores de Perdizes e Pompeia, na Zona Oeste, da Aclimação, Cambuci, Consolação e Pacaembu, na região central, Limão e Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte, e Vila Guarani e Jardim Ângela, na Zona Sul, ficaram com as torneiras vazias à noite e até durante o dia pela primeira vez. Foi o que aconteceu nesta terça-feira com o empresário Celso Cury, de 37 anos, dono do restaurante árabe Casa Cury, em Perdizes. Por volta do meio-dia, ele se viu diante de um relógio de água que girava, mas o líquido não saía. “Se isso continuar acontecendo, vamos ter de mudar o cardápio e servir só os sanduíches. Assim, não vou precisar usar tantas panelas”, diz Cury. Outro plano do empresário, caso a crise se agrave, é antecipar as férias dos funcionários.

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Os paulistanos que foram aproveitar o calor no Parque do Ibirapuera encontraram os bebedouros do local secos durante o dia de ontem. Procurada, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente confirmou o problema. No entanto, segundo a pasta, a falta de água foi causada por uma manutenção na rede da Sabesp. A AMA Vila Palmares, na Zona Norte, teve de ser socorrida por caminhões-pipa para não fechar as portas. Segunda a Secretaria Municipal de Saúde, a unidade ficou sem água na segunda-feira e ontem. O desabastecimento, segundo a Sabesp informou à secretaria, era resultado de uma “manutenção” emergencial na região.

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Na segunda, as torneiras secaram às 15 horas na Rua Augusta, na região central da capital. “A água só voltou de madrugada e hoje está fraca. Tenho medo que falte de novo, porque temos movimento 24 horas por dia aqui, conta o gerente do BH Lanches, Evandir Barbosa de Lima, de 57 anos.

Seca – No último sábado, das 7 horas às 20h30, a água não chegou ao salão de cabeleireiro onde trabalha Danilo Vicente José, de 31 anos, localizado na Rua Reims, no Limão, zona norte. “Faltou água durante o dia inteiro, da hora que abrimos até quando fechamos o salão.”

Ficar sem água durante a noite já era uma realidade para Andrea Gattoni, de 47 anos, proprietária do Hostel Traipu, no Pacaembu, na região central. Mas, desde segunda-feira, a água tem voltado com menor pressão e está prejudicando o funcionamento dos banheiros do local. “Temos dez banheiros, mas só estamos usando um. A pressão da água está prejudicando as válvulas (dos sanitários).”

Na última sexta-feira, a Sabesp enviou plano de operação aos órgãos reguladores no qual afirma que reduzirá a vazão do Cantareira para 18.500 litros por segundo a partir de novembro e que isso possibilita o aumento de ocorrências de falta d’�água. Na prática, contudo, a Sabesp já tem retirado 18.300 litros por segundo do manancial neste mês.

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Sobre as reclamações de clientes, a empresa afirma que os casos precisam ser vistos um a um, mediante vistoria técnica, e que, nesta semana, ocorreram manutenções emergenciais que afetaram o abastecimento. Segundo a empresa, “as altas temperaturas dos últimos dias provocaram aumento do consumo que, associado às medidas operacionais para levar água de outros sistemas a bairros originalmente atendidos pelo Cantareira, prejudicou o abastecimento em alguns pontos altos e distantes”.

(Com Estadão Conteúdo)

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