Quatro peças valiosas salvas do incêndio do Museu Nacional

O crânio de Luzia, fóssil mais antigo das Américas, foi recuperado na semana passada

Por Da Redação - 26 out 2018, 07h00

Meteorito Angra dos Reis

O achado mais recente, identificado entre os escombros do incêndio que destruiu o Museu Nacional, em setembro, foi o meteorito Angra dos Reis, de 65 gramas e avaliado em 3 milhões de reais. Descoberto em 1869, passou a batizar, por suas características inéditas, uma nova classe de meteoritos, ainda hoje rara: os angritos.


Crânio de Luzia

A peça foi recuperada há uma semana e é o fóssil mais antigo das Américas, com 11 500 anos de idade. Foi encontrada na década de 70 em Minas Gerais e alterou toda a teoria de povoamento do continente americano. Sua idade derrubou a tese de que o Homo sapiens teria atravessado o Estreito de Bering há 11 200 anos. Hoje, acredita-se que a travessia tenha se dado entre 14 000 e 15 000 anos atrás.


Maxakalisaurus topai

Um dia antes de Luzia ser encontrada, os pesquisadores depararam com fragmentos de um fóssil que acreditam ser do Maxakalisaurus topai, um dinossauro herbívoro de 13 metros, quadrúpede e de pescoço longo, que viveu há 80 milhões de anos no território que hoje corresponde à América do Sul. Ele foi descoberto em 1998, em Minas Gerais.


Meteorito do Bendegó

Outra peça de valor incalculável do acervo, o meteorito, de 5 toneladas e 2 metros de comprimento, foi localizado poucos dias após o incêndio. Do tipo “siderito”, ele é o maior do Brasil e o 16º do mundo. Foi achado em uma fazenda na Bahia em 1784, por um menino que pastoreava gado. Estimativas sugerem que tenha atingido a Terra há 4,5 bilhões de anos.

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Publicado em VEJA de 31 de outubro de 2018, edição nº 2606

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