Quase 48% dos alunos brasileiros usam IA para estudar, revela Pisa
Realizado pela OCDE, Pisa é considerado o maior estudo sobre educação no mundo
O relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2025, divulgado nesta terça-feira, 8, revelou que quase 48% dos alunos brasileiros usam inteligência artificial (IA) pelo menos uma vez por semana para estudar. O Pisa é realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as nações mais ricas, sendo considerado o maior estudo sobre educação no mundo.
A pesquisa avalia até que ponto alunos de 15 anos, próximos ao final da escolaridade obrigatória na maioria dos países, adquiriram conhecimentos e habilidades essenciais para plena participação na vida social e econômica. Segundo o documento, cerca de 47,8% alunos brasileiros confessaram o uso da IA semanalmente, acima da média de 45,5% da OCDE. Em contrapartida, 51,2% afirmaram que aprendem a avaliar informações geradas por IA nas aulas.
Mais da metade deles (50,2%) disseram não sofrer distrações ao usar dispositivos digitais, embora estudos mundo afora apontem para o contrário. O levantamento indicou que 81% dos estudantes brasileiros estavam em escolas com restrições ao uso de celulares, percentual superior à média da do fórum das nações ricas, de 49%. Em 2023, o dado do Brasil era de 37%.
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Em análise dos resultados, o Inep declarou que a proporção “está alinhada às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais”, sendo “resultado também reflete a implementação da Lei nº 15.100/2025, que estabeleceu regras para o uso de celulares na educação básica em todo o país”.
No panorama geral, os resultados mostram um Brasil estagnado há duas décadas, com pequenos avanços e recuos. Os dados indicam que nota do país cresceu seis pontos em Ciências (de 403 para 409), mas caiu dois em Leitura (de 410 para 408) e Matemática (de 379 para 377), em comparação à última edição, realizada em 2022. Tem a 24ª pior nota em Matemática, a 36ª em Leitura e a 24ª em Ciências.
A distância em relação à média da OCDE reduziu, mas apenas porque o grupo de 23 nações registrou o pior desempenho nas competências desde o início da aferição, em 2000. Nem mesmo a Finlândia, símbolo da educação de qualidade, ficou imune — recuou 80 pontos em Matemática e 73 em Leitura. Atrás do país nórdico nessas duas áreas avaliadas, Portugal e Espanha também apresentaram perdas consideráveis.





