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Quando deixar o Brasil, papa iniciará reestruturação da Santa Sé

Papa nomeou grupo de trabalho com um religioso e sete leigos, que nunca tiveram tanto poder no Vaticano. Um dos objetivos é dar mais transparência ao Banco do Vaticano - que tem um de seus novos dirigentes envolvido num escândalo de homossexualidade, o primeiro do pontificado de Francisco

Por Adriana Dias Lopes 20 jul 2013, 11h12

Francisco já tem o primeiro compromisso marcado no Vaticano ao retornar do Rio de Janeiro: encontrar-se com a comissão responsável pela reestruturação econômica e administrativa da Santa Sé. Anunciada nesta sexta-feira pelo Vaticano, ela tem a incumbência de propor medidas para conter custos e dar transparência financeira não só ao Instituto para as Obras de Religião (IOR), o Banco do Vaticano, mas também à Administração do Patrimônio da Sede Apostólica (Apsa).

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O grupo é constituído por sete leigos e um prelado. E responderá diretamente ao papa. Aqui cabe uma observação: jamais na história da Igreja católica os leigos tiveram tanto poder.

Os nomes da comissão foram escolhidos pelo histórico profissional. Entre eles, estão Francesca Immacolata Chaouqui, consultora de gestão da Ernst&Young (a única italiana), e Jean-Baptiste de Franssu, ex-presidente do Fundo Europeu. Há também executivos espanhóis e alemães.

O pontífice teve um colaborador na escolha dos profissionais, o papa emérito Bento XVI. A decisão de criação do grupo, inclusive, teria sido tomada em conjunto em reuniões entre os dois – Francisco é visto com frequência em seu Ford Focus, carro que escolheu para circular no Vaticano, a caminho do monastério Mater Ecclesiae, onde mora Bento XVI.

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Os leigos escolhidos pelo papa o vão trabalhar em conjunto com os oito cardeais que, no início do pontificado, receberam a missão de apresentar propostas de mudança na Cúria Romana. O primeiro encontro do pontífice com a comissão está previsto para ocorrer nos primeiros dias de agosto, tradicional mês de férias na Europa – mas não no Vaticano de Francisco.

Lobby gay – Em meio aos preparativos da viagem ao Brasil – e aos planos para o retorno – um dos novos dirigentes do Banco do Vaticano é atingido por uma denúncia da revista L’Espresso.

A reportagem diz que o monsenhor d. Battista Mario Salvatore Ricca, de 57 anos, selecionado para participar da reforma no Banco do Vaticano, viveu uma escandalosa relação homossexual com um integrante da Guarda Suíça quando ocupava o posto de núncio apostólico no Uruguai, no final dos anos 90.

Numa fala no início de junho, o papa reconheceu a existência de um “lobby gay” no interior do Vaticano – e disse que abordaria essa questão delicada em seu esforço para reformar a Cúria.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que a reportagem da L’Espresso “não tem credibilidade” e que Ricca continua tendo a confiança total do papa.

A revista, no entanto, afirma que as fontes são seguras e que o Vaticano tem documentos sobre o caso – mas que eles foram retirados do dossiê de Ricca. Francisco, assim, teria sido “mantido no escuro” a respeito da conduta de seu novo auxiliar.

“Chefões do Vaticano sonegaram informações importantes, que teriam evitado que Francisco indicasse o monsenhor Battista Ricca prelado do IOR, caso ele as tivesse visto”, afirma a reportagem.

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