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PT usa caso de Dilma para adiar escolha do vice de Lula

Embora advogados vejam risco jurídico, partido se valerá do pretexto para driblar decisão do TSE que determina definição dos vices até segunda 6

Por Estadão Conteúdo 4 ago 2018, 14h31

A equipe de advogados eleitorais que assessora o PT na campanha presidencial usa o caso da candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2014, para argumentar que é possível o partido definir um vice para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até a véspera do registro da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 15 de agosto.

Em 2014, argumenta o advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, o PT delegou, durante sua convenção, para a Executiva do partido definir um vice até o registro. O nome escolhido foi o de Michel Temer, então presidente do MDB – e que mais tarde, após o impeachment de Dilma, viria a assumir o poder.

Mesmo afirmando que a jurisprudência do TSE permite ao PT escolher um vice até dia 15, os advogados dizem que a decisão final ficará com o partido – pois ela implicaria em risco jurídico, ao contrariar a determinação do TSE de se registrar os vices até segunda-feira, 6.

Um entendimento de assessores da corte divulgado na última quinta-feira, 2, fez o PT considerar a definição de um vice neste momento, com a possibilidade de substituir o nome mais adiante.

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