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PT dá prazo para deputado que se reuniu com PCC se defender

Luiz Moura terá dez dias para elaborar defesa e entregar ao partido. Legenda tenta blindar candidatura de Alexandre Padilha ao governo de SP

Flagrado em reunião com dezoito integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), o deputado estadual Luiz Moura (PT) terá dez dias para se explicar à Comissão Executiva do partido em São Paulo. Moura é alvo de um processo disciplinar interno desde junho, quando o PT decidiu afastá-lo por sessenta dias – uma estratégia para blindar a campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo do Estado de São Paulo.

Conforme o site de VEJA revelou, Moura conseguiu derrubar a suspensão na Justiça comum e, à revelia do partido, pediu o registro de sua candidatura na Justiça Eleitoral. A desembargadora Diva Malerbi, do Tribunal Regional Eleitoral, decidirá sobre a validade da candidatura de Moura à reeleição na Assembleia Legislativa. Na Casa, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar postergou para o segundo semestre a abertura de processo disciplinar contra o petista.

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Em nota, o presidente do PT paulista, Emidio de Souza, informou que Moura foi notificado nesta sexta-feira para que apresente sua defesa. Após o prazo de dez dias, a Comissão Executiva do PT emitirá um parecer sobre o caso. Parte da cúpula petista defende a expulsão do parlamentar – um dos possíveis desfechos do processo disciplinar. Ele, porém, já está articulando sua campanha.