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PSOL vai entrar com representação no CNJ contra desembargadora

Baseada em notícias falsas que correram pela web, juíza do TJ-RJ afirmou que Marielle Franco 'estava engajada com bandidos'

O PSOL afirmou em nota neste sábado que vai entrar com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a desembargadora Marilia Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Em um post feito no Facebook na sexta, a juíza afirmou que a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada na quarta, estava “engajada com bandidos”.

“De forma absolutamente irresponsável, a desembargadora entrou na ‘narrativa’ que vem sido feita nas redes sociais para desconstruir a imagem de Marielle, do PSOL e da luta pelos direitos humanos”, diz a nota. Segundo o partido, a ação deve ser protocolada no início da semana.

O comentário da desembargadora foi feito como resposta a uma postagem do advogado Paulo Nader, que chamou a parlamentar de ‘lutadora dos direitos humanos’.

Nele, Marília repete algumas das fake news (notícias falsas) que vêm sendo divulgadas na internet sobre Marielle, entre elas que há indícios de ligação da vereadora com o Comando Vermelho, o que não é verdade. A desembargadora contou à Folha de S. Paulo que se baseou em post divulgado por uma amiga.

 

“A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’; ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores”, escreveu a magistrada, que insinuou que a morte da vereadora foi consequência de cobrança de “dívidas”. “Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”, finalizou.

Ativista dos direitos dos negros e das mulheres, Marielle foi executada com três tiros na cabeça e um no pescoço, em um ataque que também vitimou o motorista Anderson Gomes, que dirigia o carro em que ela estava. As investigações já determinaram que a munição usada no crime pertence a um lote destinado à Polícia Federal de Brasília em 2006 e que foi roubado. Balas do mesmo lote também foram usadas na chacina que deixou 17 mortos na Grande São Paulo, em 2015.

Comentário de Marilia Castro Neves sobre a morte de Marielle

Comentário de Marilia Castro Neves sobre a morte de Marielle (Reprodução/Facebook)

Comentários

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  1. PSOL ! Pensem ! Tem cabimento??? Tenham pena!!!!

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  2. Brinquedao RJ

    Por que atirar na cabeça com vários tiros e “nada roubar”? Qual é a real intenção e propósito de uma pessoa em defender bandido. Vcs já viram os videos da mesma? Tudo sempre a favor do bandido e contra a polícia. Morreu na mão dos mesmos. É no minimo, justiça.

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  3. Warley Ferreira Dias

    Ainda tem perturbado que insiste que o judiciário não tem partido.

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  4. Alberto de Araujo

    Essa turma do lado esquerdo faz muito barulho.Confirma um ditado “quem faz barulho tem a cabeça vazia”. Agora, com assassinato dessa vereadora, vai bater tanbor até às eleições. Fará um carnaval de fantasias. Só falta o Lula chamá-la da Joana d”Arc dos negros e oprimidos. Sabemos que o tráfico tem interesse político.Há os lobbies da bala, dos evangélicos, etc. Por que não dos traficantes? Insinuar que a vereadora tenha sido eleita com financiamento da traficância, não será surpresa. As informações que se tem dela é que era contra a intervenção militar na segurança do Rio de Janeiro. Principalmente com as ações da polícia militar. Não se tem notícias de que combatia o trabalho da militância no morro como também as ações dos traficantes. Sabemos que há um “trabalho social”, a moda deles para ter apoio dos moradores das favelas.Como líder de comunidade, a vereadora seria o porta voz do morro, junto a essas facções. O PSOL quer fazer dela uma mártir.Renderá muitos dividendos políticos.Vão colocar no povo uma cabeça de burro num cavalo.

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  5. Mendes Mendes

    Militante de direitos mas não assinava a cateira de trabalho do motorista?

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  6. Mendes Mendes

    Com a palavra o PSOL. A carteira de trabalho do motorista esta assinada e registrada? como manda a CLT ?

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  7. O PSOL só vai processar a desembargadora porque é servidora pública. Se fosse um José Ruela qualquer comentando, isso ficaria assim mesmo.
    Ela não comentou como desembargadora, mas como qualquer pessoa que tem rede social, ainda que falando possível bobagem (ou não).

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  8. Cláudio Moura

    Por acaso ela falou alguma inverdade? Com a palavra a quadrilha intitulada PSOL.

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  9. Alex Thistle

    Essa e a tal da DEMONIOcracia bananeira, politicos sao canonizados. Vao pro inferno!!!

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  10. João Eduardo Ferreira Fontan da Costa Barros

    CNJ? A desembargadora não estava exercendo sua função quando opinou. Não vejo sentido em representá-la. Os meios seriam outros. E, mesmo assim, isso não passa de atitude para fazer média com a militância. Se a opinião da Desembargadora foi baseada em uma fakenews, uma retratação já estaria de bom tamanho. Não houve má-fé por sua parte, ao contrário do autor da falsa notícia.

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