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PSDB cria núcleo sindical em Minas Gerais

Por Da Redação 20 ago 2011, 15h20

Por AE

Belo Horizonte – O PSDB vai fará uma reformulação geral para se aproximar de setores organizados da sociedade. Uma das medidas, segundo o presidente do partido, deputado federal Sérgio Guerra (PE), é criar, ainda este ano, um núcleo sindical tucano nacional. Hoje, 93 sindicalistas de pelo menos três centrais sindicais se filiaram ao partido no evento de criação do PSDB Sindical em Minas Gerais.

Segundo o deputado, a legenda vai passar por uma reformulação para quebrar “a distância entre lideranças partidárias e a sociedade”. “Vamos criar novas secretarias e reformular as existentes numa modelagem que estamos terminando de definir agora. Que vai considerar todas as forças sociais. Ser um partido ligado à sociedade. Não apenas um partido parlamentar e sim um partido plural”, afirmou.

Os trabalhadores são um dos alvos principais dessa abertura. O presidente tucano salientou que, a exemplo de Minas e São Paulo, onde também já há o PSDB Sindical, a legenda mantém conversas com sindicalistas em outros estados para montar o núcleo sindical ainda no segundo semestre. “De acordo com Sérgio Guerra, a orientação a todos os diretórios da legenda é “dar espaço a trabalhadores nas decisões do partido”.

Cerca de 400 pessoas compareceram ao evento de filiação dos sindicalistas ao PSDB em Minas, inclusive algumas das principais lideranças do partido, que aproveitaram para alfinetar o PT, historicamente ligado ao movimento sindical. Foi o que fez Aécio Neves, para quem a filiação dos 93 sindicalistas mostra que “não há exclusivismo dos sindicatos junto a um projeto”. “Por maior que tenha sido o esforço do governo, não conseguiu aparelhar todo o movimento sindical. Parcela dele, sim. (Mas) estamos vendo com clareza que o movimento sindical busca outros parceiros para seus sentimentos, suas angústias e seus projetos”, salientou o tucano.

De acordo com o presidente do diretório mineiro do PSDB, deputado federal Marcus Pestana, a aproximação com os trabalhadores visa preencher uma “lacuna” do partido, que manterá um “manifesto de adesão” por cerca de 30 dias para obter novas filiações. Ontem, o grupo que aderiu ao partido é ligado à Força Sindical, Nova Central Sindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT). “Não só o PSDB, (mas) todos os partidos, em todo o mundo, precisam entender a nova realidade. O mundo contemporâneo é muito fragmentado. São múltiplos interesses”, justificou o parlamentar.

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