Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

PSD torna-se pessoa jurídica e tem 44 deputados federais, diz Kassab

Em artigo, prefeito afirma que a legenda já pode ter representações nos estados e não terá coligações fechadas

Por Adriana Caitano 16 Maio 2011, 14h21

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciou nesta segunda-feira que o Partido Social Democrático (PSD) conseguiu status de pessoa jurídica e CNPJ e já pode montar comissões provisórias em todo o país. A solicitação de registro civil havia sido feita em um cartório de Brasília há oito dias. O próximo passo será o pedido de registro político no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, Kassab afirma que a legenda, fundada simbolicamente no dia 13 de abril, em Brasília, conta com dois governadores, cinco vices, cinco senadores, 44 deputados federais, dezenas de estaduais, centenas de vereadores e “figuras de expressão na política brasileira”. Essa adesão tornará o PSD o partido com, pelo menos, a quarta maior bancada do Congresso Nacional.

Nas poucas vezes que falou sobre a tendência do PSD, o prefeito evitou dizer se de fato a legenda ficará do lado do governo Dilma, já que ele ainda mantém relações com tucanos históricos, como o ex-governador José Serra. O discurso tem sido no sentido da liberdade dos integrantes do partido – cada um por si. No artigo, ele confirma que seu partido não pensa em se aliar claramente a algum dos lados. “Coligações, bases de apoio parlamentar e alianças não podem ser algemas. Elas existem com essas disparidades dentro do próprio espaço dos partidos”, ressalta.

Kassab afirma ainda que não fará “oposição pela oposição” – exatamente como dizia Marina Silva (PV) durante a campanha presidencial – e chama de reducionista a ideia de que as legendas devem estar divididas entre esquerda, centro ou direita. “Os cenários exigem que os atores não se atrelem a dogmas do século passado, a fundamentalismos suicidas e a radicalismos que o mundo todo condena”, destaca.

Governo – No texto assinado pelo mentor do PSD, há ainda referências à linha programática do novo partido. “Seremos um partido em que se respeita o papel fundamental das forças de mercado, mas se exige delas responsabilidade diante de políticas públicas de um estado democrático ativo, regulador, com papel decisivo na proteção dos que mais precisam dos avanços sociais e do seu amparo”, resume o prefeito.

Ele também deixa claro estar ciente de que a legenda pode demorar para engrenar. “Vamos avançando, passo a passo, conscientes de que um novo partido não se consolida do dia para a noite, com uma ou duas eleições”, comenta. “Não se faz política sem o sacrifício temporário de algumas certezas. O caminho e a solução ideais às vezes têm de ser construídos em duas, três etapas.” O grande teste do PSD será as eleições municipais de 2012, principalmente em São Paulo, quando a capacidade de influência de Kassab para a escolha de seu sucessor estará à prova.

Continua após a publicidade

Publicidade