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PSD quer lançar sete candidatos a governador em 2014

Gilberto Kassab se coloca como postulante ao governo, mas está mesmo interessado em barganhar espaço em 2014 com seu novo aliado, o PT

Por Carolina Freitas - 18 dez 2012, 07h42

Prestes a encerrar seu mandato como prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab prepara o terreno para uma nova tarefa: a dedicação integral à articulação partidária. A primeira tarefa será fechar com os líderes do partido o apoio ao governo e à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), como ele adiantou em entrevista ao site de VEJA. Em seguida, ele coloca em curso uma agenda de viagens pelo Brasil para solidificar as bases do seu PSD e garantir o cumprimento de uma meta: lançar ao menos sete candidatos a governador em 2014. Leia também: Os caminhos de Kassab depois da prefeitura Gilberto Kassab: a política pela política No cálculo de Kassab, o partido tem boa representação em quinze estados e nomes com potencial eleitoral em pelo menos sete. E a peregrinação do paulista começa pelos estados em que o PSD é mais forte. Kassab quer fazer pelo menos uma viagem por semana, a partir de fevereiro. Entre esses sete estados estão Santa Catarina, onde o governador Raimundo Colombo tentará a reeleição; Bahia, com a candidatura do atual vice-governador Otto Alencar; Tocantins, onde existe pressão para que a senadora Kátia Abreu dispute; e São Paulo, onde Kassab colocou o próprio nome à disposição. Daí a importância de andar pelo interior do estado. Kassab tenta se cacifar não tanto para concorrer de fato ao governo de São Paulo, mas para barganhar espaço na chapa que pretende formar com o PT em 2014. Até porque a popularidade dele anda em baixa inclusive na capital, onde é mais conhecido. Em pesquisa Datafolha de julho, Kassab recebeu a pior nota entre os prefeitos das seis maiores capitais do Brasil. Quase 40% dos paulistanos consideram a gestão dele ruim ou péssima. Some-se a isso o fato de o petista Alexandre Padilha, ministro da Saúde, já estar em franca campanha pelo estado, com todas as bênçãos do padrinho profissional Luiz Inácio Lula da Silva. No flanco tucano – ex-aliado de Kassab -, Geraldo Alckmin tentará a reeleição. O mais provável é que o PSD fique com a vaga de vice ao lado de Padilha ou brigue por uma cadeira no Senado, em aliança com o PT. A menina dos olhos de Kassab, ainda que ele não admita, é a vaga de senador – se antes ele não for acomodado em algum ministério. Em meados de abril de 2013, com o PSD fechado com o governo Dilma, o atual vice-governador paulista, Guilherme Afif Domingos, deve assumir o ministério da Micro e Pequena Empresa. Desde a criação do PSD e da ruptura entre Kassab e Alckmin, em 2011, Afif está sem espaço e sem interlocução dentro do governo. O convite ao PSD para assumir um ministério foi feito em novembro, mas, a pedido da senadora Kátia Abreu, Afif e Kassab preferiram aguardar a definição oficial do partido sobre o apoio à presidente. Descanso – Após quase sete anos de mandato, durantes os quais não tirou férias, Kassab pretende descansar por quinze dias em janeiro. Fará uma viagem ao Oriente Médio. Na terceira semana de janeiro ele embarca para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, onde participa do World Future Energy Summit 2013, um seminário internacional sobre energia renovável. Kassab e seu atual secretário-adjunto de Desenvolvimento Urbano, Domingos Pires, participarão de um painel no dia 16, sobre o poder das cidades e comunidades para a adoção de alternativas sustentáveis de energia – já na condição de ex-prefeito e ex-secretário. Depois dos dois dias de evento, Kassab vai passear por Dubai, nos Emirados Árabes, e por Istambul, na Turquia, acompanhado de dois amigos.

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