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PSB diz que, se quiser, viúva de Campos será vice de Marina

Ainda que reclusa na casa da família, na zona norte do Recife, Renata Campos tem mantido articulações com políticos locais

Por Laryssa Borges 16 ago 2014, 20h34

Depois de se reunir com a família do candidato do PSB à presidência da República, Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo na última quarta-feira, a cúpula do PSB informou neste sábado, no Recife, que a viúva Renata Campos pode, se assim desejar, compor a chapa de Marina Silva na corrida pelo Palácio do Planalto. Articulações políticas em torno do nome de Renata começaram a ganhar corpo nos últimos dias, embora o nome mais citado internamente para integrar a nova chapa seja o do deputado gaúcho Beto Albuquerque (PSB-RS).

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“Renata pode ser candidata a presidente, candidata a vice, candidata a governadora, vereadora. Ela é um quadro excepcional. Não fiquem vendo a Renata apenas como esposa do Eduardo. É quadro político da maior importância. Ela é mulher de fortaleza extraordinária”, afirmou o presidente em exercício do PSB, Roberto Amaral. Para o dirigente, “se ela autorizar”, o nome será levado para deliberação e provável aprovação da Executiva Nacional do PSB, que se reúne na próxima quarta-feira em Brasília.

“Se ela quiser [ser vice], será ela”, resumiu o deputado Beto Albuquerque, que também visitou a família de Campos neste sábado. Ainda que reclusa na casa da família, na zona norte do Recife, Renata Campos tem mantido articulações com políticos locais. Ela deve participar de um ato político na próxima segunda-feira com o candidato do PSB ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara.

Apesar das movimentações de bastidores, a orientação do partido é que não se fale da escolha do novo candidato a vice-presidente antes do sepultamento de Eduardo Campos, agendado para as 17h deste domingo. Além da reunião da Executiva Nacional do PSB, em Brasília, governadores e candidatos a cargos majoritários pelo partido serão consultados sobre a composição da nova chapa. “O vice é do PSB. Ontem estabelecemos um critério. Que seja um nome com o qual a militância do partido se identifique porque será nosso representante na campanha. Pode ser sem mandato”, disse o presidente em exercício do PSB, Roberto Amaral.

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