Protestos em Hong Kong nos 15 anos de sua devolução à China

Por Aaron Tam - 1 jul 2012, 18h30

Dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas de Hong Kong neste domingo para manifestar sua oposição a Pequim, enquanto a antiga colônia britânica celebrava 15 anos de domínio chinês sob o princípio de “um país, dois sistemas” e com a posse de um novo chefe do Executivo.

Manifestantes jovens e idosos estavam vestidos de preto e branco para expressar seu luto.

“Hong Kong está pior do que antes. Nossos direitos estão seriamente ameaçados”, declarou à multidão Eric Lai, da Frente dos Direitos Civis.

“Hoje não há nada para comemorar. Hong Kong é destruída aos poucos pelo Partido Comunista”, afirmou Jacky Lim, de 37 anos, que agitava a bandeira da antiga metrópole, a Grã-Bretanha.

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Na cerimônia de posse realizada neste domingo, o novo chefe do Executivo, Leung Chun-ying, eleito na primavera (hemisfério norte) por um comitê eleitoral restrito que recebe orientações de Pequim, “prometeu defender a Lei Fundamental de Hong Kong” e garantir a seus habitantes liberdades civis desconhecidas no continente.

No dia 1º de julho, aniversário da devolução de Hong Kong à China, vários protestos são registrados. Mas neste ano, o descontentamento de boa parte dos sete milhões de habitantes da região é mais forte do que nunca.

Eles acusam os chineses do continente de provocarem uma disparada dos preços do setor imobiliário, que já estão entre os mais elevados do mundo.

O abismo entre os mais ricos e os mais pobres, um dos maiores do mundo, aumentou ainda mais durante os dez últimos anos, segundo dados do governo divulgados em meados de junho.

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Além disso, os habitantes deste território do sul da China acusam Pequim de cercear gradualmente a democracia.

A antiga colônia britânica é, ao junto com Macau, antiga colônia portuguesa devolvida à China em 1999, o único território chinês que goza do status de “Região Administrativa Especial”.

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