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Protesto provoca atrasos e cancelamentos em Congonhas

Companhias aéreas preferem atrasar voos com destino ao aeroporto para evitar mudanças no local de pouso. Ato é protesto contra demissões anunciadas no fim de julho pela TAM

Por Da Redação 8 ago 2013, 06h13

Um grupo de cerca de setenta pessoas ligado ao Sindicato dos Aeronautas e dos Aeroviários de São Paulo bloqueou, por volta das 6h desta quinta-feira, a principal via de acesso ao Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os manifestantes fecharam o túnel Paulo Autran, no sentido bairro, que só foi liberado duas horas e meia depois.

Após liberarem a vias, os manifestantes seguiram para o saguão do aeroporto. Com cartazes e faixas, fecharam as escadas rolantes que dão acesso aos portões de embarque e ocuparam a área de check-in da TAM e da Gol. Vestindo coletes da Força Sindical, ele se sentaram nos balcões de atendimento e deitaram nas esteiras para despacho de bagagens para impedir o atendimento dos passageiros.

O protesto, que provocou congestionamento na região e atrasos nos voos, faz parte das ações do sindicato contra a demissão de 811 funcionários da TAM, anunciada pela companhia no final de julho. Apesar dos transtornos, não há registro de confronto.

Em decorrência do protesto, as companhias aéreas estão atrasando alguns voos que teriam como destino Congonhas, para que não tenham de ser desviados para pouso em outros aeroportos. Até as 13h desta quinta-feira, 38 dos 109 voos programados em Congonhas estavam atrasados e vinte, cancelados – sendo oito deles da TAM.

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Por volta das 6h40, a pista no sentido Santana da Washington Luis havia sido liberada. O bloqueio permanecia no sentido Interlagos, que também ficou livre pouco depois. O estacionamento do aeroporto também chegou a ser interditado. Pedestres, no entanto, não foram impedidos de chegar ao terminal – era possível, por exemplo, ir de táxi, descer na avenida e seguir a pé.

O sindicato dos aeronautas e aeroviários planejou para esta quinta-feira interromper as atividades em Congonhas. Os dirigentes sindicais entendem que a TAM pode cortar ainda mais funcionários por meio do Programa de Licença Não-Remunerada (LNR) e do Programa de Demissão Voluntária (PDV) apresentados. O objetivo dos trabalhadores é suspender o processo e os cortes.

(Atualizado às 10h43)

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