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Protesto em SP tem dez presos por formação de quadrilha e vandalismo

Sem direito a fiança, eles estão entre os dezenove manifestantes detidos após confronto com a PM. Menores foram liberados durante a madrugada

Por Da Redação
12 jun 2013, 06h41

Entre os dezenove manifestantes detidos na noite desta terça-feira durante o protesto contra o reajuste no valor das passagens de ônibus e metrô em São Paulo, treze seguem sob custódia da Polícia Civil e aguardam transferência para um Centro de Detenção Provisória da capital, o que deve ocorrer na manhã desta quarta-feira. Segundo a polícia, dez pessoas foram presas por formação de quadrilha e vandalismo, sem direito a fiança, e duas por lesão corporal – com fiança estipulada em 3 000 reais.

Responsabilizado por danos ao patrimônio, outro manifestante teve fiança estipulada em 20 000 reais. Os demais envolvidos no protesto detidos pela PM, entre eles menores de idade, foram liberados na madrugada após terem assinado termos de ocorrência por pichação e desacato.

Após bloquear importantes vias de São Paulo, prejudicando o trânsito, os manifestantes protagonizaram cenas de depredação na região central – primeiro no Parque Dom Pedro, depois na Praça da Sé. O confronto com a Polícia Militar ocorreu na região do Terminal Parque Dom Pedro II, depois da manifestação iniciada na Avenida Paulista percorrer cinco quilômetros. Além de apedrejar e pichar ônibus, um grupo chegou a lançar um coquetel molotov dentro do terminal. A PM respondeu com bombas de gás lacrimogênio para conter o vandalismo.

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Encapuzados, alguns integrantes picharam paredes, destruíram placas e vidraças. O grupo também atacou diversos ônibus, numa demonstração clara da incongruência dos protestos promovidos por um movimento que pleiteia tarifas mais baratas de transporte público. Um grupo chegou a tentar incendiar um coletivo.

Passe Livre – A manifestação foi comandada pelo Movimento Passe Livre, formado por radicais de movimentos e partidos de esquerda. O grupo, contrário ao aumento na tarifa do transporte público de 3 para 3,20 reais, montou barricadas nas ruas e incendiou sacos de lixo. Na Radial, uma importante via que liga a região central à Zona Leste, pedras foram jogadas em policiais depois que um homem foi preso.

A PM teve afirma que teve que usar a Tropa de Choque por temer que alguns dos manifestantes queimassem ônibus. “Enquanto eu negociava com alguns, outros jogaram pedras e paus. Esse é o problema de um movimento disperso, querem protestar e quebram a cidade toda”, disse o tenente-coronel Marcelo Pignatari, responsável pela ação. O policial afirma que ele mesmo chegou levar uma paulada na perna.

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Lojistas tiveram de fechar as portas e a situação só se normalizou na região central por volta das 20h30, quando a PM entrou na Praça da Sé, local para onde os manifestantes correram quando ocorreu o confronto no terminal. Por volta de 21 horas, um grupo menor, com cerca de 200 manifestantes, retornou para a região da Avenida Paulista e bloqueou algumas faixas no sentido Paraíso. Houve novo confronto com a PM em frente ao Parque Trianon.

Trânsito – Foi a terceira vez em menos de uma semana que uma manifestação organizada pelo Movimento Passe Livre prejudica o trânsito em horários de pico, além de promover cenas de vandalismo pelas ruas. O protesto bloqueou faixas da Rua da Consolação e travaram a Radial Leste. Manifestantes também atearam fogo em pneus e o estrago só não foi pior porque chovia forte em diversos pontos da cidade.

Na semana passada, o Movimento Passe Livre já havia causado transtornos em duas ocasiões. Na quinta-feira, o grupo se reuniu na Praça Ramos de Azevedo, no centro, e seguiu caminhando para a Avenida Paulista. No percurso, deixaram um rastro de vandalismo e entraram em choque com a Polícia Militar. Na sexta-feira, as cenas se repetiram em um protesto semelhante na Zona Oeste, quando os manifestantes voltaram a bloquear vias como a Avenida Faria Lima e a Marginal Pinheiros, causando enormes congestionamentos.

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Nesta terça-feira, o Ministério Público de São Paulo afirmou que pretende responsabilizar os manifestantes que depredaram estações de metrô e lojas nos protestos ocorridos na semana passada. Somente nestas estações, o prejuízo chegou a 73 000 reais. Um total de quinze pessoas foram detidas, entre elas o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior.

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