Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Protesto contra a Copa tem confronto e mais de cem detidos

Polícia usou bombas para conter a ação de black blocs, que destruíram agências bancárias e depredaram orelhões a cerca de 300 metros da prefeitura

Manifestantes mascarados entraram em confronto com policiais militares no Centro de São Paulo, neste sábado. O protesto, contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, terminou com mais de cem detidos. A polícia usou bombas de efeito moral para conter os vândalos, que depredaram agências bancárias e orelhões. Tudo aconteceu na altura da Rua Xavier de Toledo, a apenas 300 metros da prefeitura.

Além dos black blocs, a polícia paulista também deteve pelo menos cinco jornalistas com golpes de luta, como mata-leão, entre eles, os repórteres Reinaldo Turolo, da Folha de São Paulo, Sérgio Roxo, do Jornal O Globo, e Fábio Leite, do Estadão que trabalhavam durante o protesto. O comando da operação, coronel Ben Hur e major Genivaldo Antonio, não souberam informar ao site de VEJA o motivo das prisões. A reportagem foi retirada do local pelo coronel Celso Luiz, quando registrava a captura de jornalistas e manifestantes. Segundo a PM, todos os jornalistas detidos foram liberados.

Leia também:

Protesto contra a Copa reúne mil pessoas no centro de SP

Mais de cem manifestantes foram colocados sentados no chão, cercados por policiais. Todos foram revistados. Um dos manifestantes foi ferido na testa, e afirma ter sido atingido por um golpe de cassetete. Este é o segundo ato convocado no ano para protestar contra a realização da Copa do Mundo no Brasil – o primeiro ocorreu no último dia 25 de janeiro. Pela primeira vez, policiais com treinamento em artes marciais foram destacados para conter possíveis ações violentas dos black blocs.