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Promotoria pedirá internação de jovem que agrediu professora

Caso a Justiça acolha o pedido, adolescente deverá ficar até seis meses num centro de reeducação; aluno poderá frequentar as aulas até ter o futuro decidido

O Ministério Público pedirá à Justiça a internação do aluno de 15 anos que agrediu a professora Marcia Friggi num colégio municipal de Indaial (SC), a 170 quilômetros de Florianópolis. A promotora da Infância e da Juventude Patrícia Dagostin Tramontin declarou que a medida mais rigorosa é uma resposta à reincidência do adolescente. 

O jovem já foi condenado à prestação de um mês de serviços comunitários por ter agredido um colega de sala. Houve também um caso em que o adolescente agrediu a própria mãe.

Tramontin disse que o aluno será processado por lesão corporal. Caso a Justiça acolha o pedido da Promotoria, o adolescente terá de cumprir a pena em um Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep), órgão destinado ao cumprimento de medidas socioeducativas por adolescentes infratores. A previsão é que, se condenado, ele fique até seis meses na instituição.

A promotora reclamou da lentidão para o processo chegar ao fórum. Como o adolescente não foi apreendido em flagrante, o delegado encarregado do caso marcou audiências para ouvir os envolvidos, incluindo outros alunos e funcionários da escola que possam servir de testemunhas. Tramontin disse que a delegacia da Polícia Civil prometeu notificá-la até esta sexta-feira.

Segundo a prefeitura, o aluno poderá frequentar as aulas no colégio até que se estabeleça em audiência com a Promotoria da Infância e da Juventude e a Secretaria Municipal de Educação se haverá expulsão do adolescente ou seu remanejamento para outra instituição. A escola que ele frequentava era voltada para adolescentes e adultos que estão atrasados com a grade curricular.

Tramontin disse ter sido surpreendida com a decisão da prefeitura. “Não estou sabendo de nada disso. Vou atendê-los amanhã. Não me parece que essa seja uma decisão sustentável diante da situação”. Segundo a prefeitura, o adolescente não compareceu à escola nesta terça-feira.

Como o caso é de competência municipal, a Secretaria de Educação de Santa Catarina informou que acompanha o desenrolar da situação. A reportagem não conseguiu contactar a direção da escola em que ocorreu a agressão nem a professora Marcia Friggi.

Ataques na internet

A professora, que ensina língua portuguesa e literatura, está afastada de suas funções por causa da agressão. Ela terá de passar por uma perícia para ser avaliada física e psicologicamente antes de voltar para a sala de aula.

Em sua página no Facebook, a professora compartilhou mensagens de solidariedade e disse que não ficará em silêncio diante de ataques que recebeu após a repercussão do episódio. Internautas enviaram xingamentos a Friggi por alegarem que ela fez uma postagem comemorando a ovada que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) levou em Ribeirão Preto.

O ódio não irá me calar, só fortalece a certeza de que sempre estive do lado certo. Estou cada vez mais convicta de que sempre lutei e continuarei lutando por um mundo melhor, livre do ódio, do racismo, do preconceito, do machismo, da misoginia, da homofobia, do fascismo. Dilacerada ainda, mas em paz”, escreveu a professora.

Friggi também publicou uma foto dos ferimentos que as agressões provocaram em seu rosto. Ela está com um olho roxo e um corte acima do supercílio. Na legenda, ela cobrou respeito aos professores. “Brasil, volte a olhar por nós, professores, não só hoje, mas sempre.”

A agressão

Segundo Friggi, o agressor estava com o livro sobre as pernas durante a aula e, depois de um pedido para que o colocasse sobre a carteira, ele respondeu: “Eu coloco o livro onde eu bem quiser”. Ao ouvir da professora que “as coisas não são assim”, o jovem teria dito “vai se f…” e, então, sido expulso da sala de aula. “Ele levantou para sair, mas no caminho jogou o livro na minha cabeça. Não me feriu, mas poderia”, contou a professora.

Já na direção do colégio, segundo o relato de Friggi, ela informou o acontecido e foi acusada pelo jovem de mentir. A professora afirma que as agressões começaram quando ela tentou argumentar, dizendo que “a sala toda viu”. “Não deu tempo para mais nada. Ele, um menino forte de 15 anos, começou a me agredir. Foi muito rápido, não tive tempo ou possibilidade de defesa. O último soco me jogou na parede”, disse.

Comentários

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  1. Alex Sandro Silva

    Essa professora passou o abecedário comunista direitinho para o adolescente. Agora aguenta o bê-a-bá! Achou que filhote de cobra não morde a titia.

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  2. Tio Do lanche

    Mas jogar ovo no Bolsonaro ela aplaudiu de pé… Agora aceita a cria que vc criou

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  3. Alexandre Sampaio

    Essa Sra. atacou o ÚNICO PARLAMENTAR que quer que BANDIDOS como esse vá para a cadeia! Vai, entender…. Será síndrome de Estocolmo?!?

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  4. De uns três anos para cá muitas pessoas adquiriram um comportamento, qualquer coisa que aconteça no Brasil esses grupos estabelecem uma relação com a política, nesse caso por exemplo achar que a professora merece ser espancada porque acham que ela é do partido dos trabalhadores. É doentio achar que todos as pessoas que pertencem ou se posicionem diferentemente dos outros partidos se comportem da mesma maneira. Todas as pessoas são autônomas mesmo sendo de um partido não são máquinas podem inclusive discordar de muitas diretrizes de seu próprio partido podem concordar com as diretrizes do outro partido. Isso não existe somos humanos pensantes, passou da hora de seguir esses comportamentos radicais e burros.

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  5. Como esquerdista, essa professora deveria saber que não se pode constranger a “criança” de 15 anos, como ela fez.
    Ademais, não se deve punir de nenhuma forma essa “criança”, pois pode causar um complexo.
    Portanto, a “criança” só fez o que a cartilha esquerdista ensina, de virarem pessoas que não têm limites, que só têm direitos e nenhum dever.

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  6. Seria muito interessante perguntar aos prováveis presidenciáveis qual seria o tratamento adequado para este garoto.

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  7. Zorivaldo Bastos

    Sou professor e verifico que há falta de um referencial na família. Este jovem é mais um de muitos jovens que padece de um sistema de ensino falido e incompetência das autoridades em lidar com esta situação. Pois, a legislação(ECA) não pune o agressor e, sim, a vítima.

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  8. “O ódio não ira me calar” kkkkk. Mas pregar o ódio e agressão ao Bolsonaro, tudo bem, né? kkk CÍNICA

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