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Promotor vai pedir pena máxima: “Bruno não confessou”, diz Henry Castro

Acusação considera que o goleiro admitiu apenas ter se beneficiado, em vez de assumir responsabilidade pela morte de Eliza Samudio. Para a promotoria, não pode haver redução de pena

Por Leslie Leitão - 6 mar 2013, 19h21

Para o promotor Henry Vasconcelos Castro, do Ministério Público de Minas Gerais, as declarações do goleiro Bruno na tarde desta quarta-feira não podem ser encaradas como confissão. Portanto, para a acusação o goleiro não pode ser beneficiado com redução de pena – como ocorreu com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, condenado pela morte de Eliza Samudio em novembro do ano passado. Castro pretende pedir “pena máxima” para o goleir.

“Bruno não confessou. Disse apenas que aceitou amorte, quando a situação já estava resolvida, após a volta do Macarrão e do menor para o sítio. Isso não é confissão. Vou pedir a pena máxima”, disse, ao site de VEJA, no intervalo do julgamento no Fórum de Contagem.

Para Henry Castro, Bruno tinha o motivo para o crime – ele se considerava ‘perseguido’ por Eliza, que tentava obter dele o reconhecimento da paternidade do menino Bruninho. Somadas todas as penas, a condenação de Bruno pode chegar a 41 anos, por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.

A estratégia de delatar Bola é, até o momento, o elemento mais provável para redução da pena do goleiro. A analogia é com o que aconteceu com Macarrão: ao dizer que Bruno foi mandante, o ex-funcionário do jogador conseguiu se livrar da condenação por ocultação de cadáver.

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