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Promotor dirá que Bruno estava no local da morte de Eliza

Henry Castro mostrará aos jurados registros de ligações telefônicas e da entrada de veículos no condomínio do goleiro, referentes à noite do homicídio

Por Pâmela Oliveira, de Contagem - 6 mar 2013, 02h01

A situação do goleiro Bruno deve se complicar nesta quarta-feira. No terceiro dia de julgamento, no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, o ex-jogador do Flamengo verá as acusações que pesam contra ele, relativas ao sequestro e à morte da jovem Eliza Samudio, ganharem tons ainda mais dramáticos. O promotor Henry Castro, que comanda a acusação contra Bruno, vai sustentar diante dos jurados que o goleiro estava na cena do crime – Bruno, até então, era tratado como participante, mas uma figura ausente da cena em que Eliza foi morta pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

Na noite desta terça-feira, Henry Castro destacou três indícios de que Bruno estava na casa de Bola, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, na noite do dia 10 de junho de 2010, quando Eliza foi assassinada.

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Segundo Henry, Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno que foi assassinado no ano passado, disse em depoimento que Bruno, Macarrão (Luiz Henrique Ferreira) e Jorge (Jorge Luiz Rosa Sales) levaram Eliza para a casa de Bola no dia da execução da modelo. Nesta terça-feira, Henry afirmou que registros da portaria de entrada e saída do condomínio Turmalinas, em Esmeraldas, indicam que Bruno chegou ao sítio dirigindo um New Beetle amarelo, cinco minutos antes de Macarrão, na noite do mesmo dia 10. Dayanne, que durante seu depoimento de mais de cinco horas confessou o sequestro do filho de Eliza, afirmou que Bruno não dirigia o veículo, e sim Flávio Caetano, o Flavinho: “O mesmo livro mostra que Flavio naquela noite dirigia o próprio carro, um Fiat Uno escuro”, diz o promotor.

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Outro indício que leva a promotoria a afirmar que Bruno estava na cena do crime é a ligação feita pelo telefone celular de Jorge para Dayanne, registrada na região da Pampulha, às 20h51 do dia do crime, ou seja, minutos antes de Eliza ser entregue para Bola. A área da Pampulha é o local em que Macarrão disse, em sua confissão em novembro, que entregou Eliza ao seu algoz.

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Durante o interrogatório, o promotor perguntou a Dayanne qual foi o motivo da ligação. Henry quis saber o que ela e Jorge conversaram. Dayanne disse não se lembrar de ter falado com o Jorge naquela noite. Dayanne também não conseguiu relatar o teor da conversa. “Claro que ela não se lembra, pois não falou com Jorge, mas com Bruno. A ligação foi feita pelo Bruno. Nesse momento, ele comunicava a Dayanne que ela teria que ficar e cuidar de Bruninho. E quem teria motivo para não usar o próprio celular neste momento, já que o Macarrão tinha o próprio celular?”, argumentou o promotor.

A investida do Ministério Público complica a situação do réu. Bruno tinha, até então, a perspectiva de deslocara para Macarrão e o ex-policial Bola as responsabilidades sobre o assassinato de Eliza. Colocando o goleiro na cena do crime, o promotor Henry Castro torna ainda mais forte a evidência de que ele deve ser condenado também por homicídio. Bruno, que tinha a motivação para o crime – Eliza tentava obter dele o reconhecimento da paternidade do menino Bruninho – era colocado até aqui como mandante, mas não como alguém que teria participado do assassinato.

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