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Professores da rede estadual decidem manter a greve

Educadores pedem reajuste salarial e fim do cumprimento de metas e, como os da rede municipal, prometem não voltar ao trabalho até que sejam atendidos

Os professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro decidiram que, assim como a categoria municipal, também continuará de braços cruzados. Uma assembleia realizada nesta quarta-feira na Tijuca, Zona Norte do Rio, aprovou a continuidade da greve iniciada em 8 de agosto. Eles reivindicam reajuste salarial de 20%, retirada das metas impostas pela secretaria de Educação e cumprimento da carga horária em apenas uma escola.

Os educadores alegam que as metas – que incluem bons resultados em provas estaduais – são uma forma de engessar a educação, sem levar em consideração as especificidades de cada turma. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) afirma ainda que as provas bimestrais elaboradas pela secretaria são de múltipla escolha, o que impede o professor de medir em quais conteúdos os alunos precisam de reforço.

Em protesto, caminharam na terça-feira do Largo do Machado – próximo ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado – até a Cinelândia, no Centro, onde se encontraram com os educadores do município. As manifestações dos dois grupos têm ocorrido de forma conjunta. Eles estavam unidos, portanto, no novo confronto entre policiais e manifestantes depois que a Câmara de Vereadores aprovou o novo Plano de Cargos e Salários, que a categoria é contra.

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