Procon-RJ encontrou irregularidades em quase metade dos postos de gasolina fiscalizados em 2026
Investigações indicam que estabelecimentos fraudulentos podem estar conectados ao crime organizado.
O Procon-RJ autuou quase metade dos postos que fiscalizou em 2026, e interditou cerca de um quarto deles. Dos 71 locais vistoriados pelo órgão, 33 foram autuados e 18 interditados. A fiscalização ocorre em meio ao aumento de investigações que apontam a infiltração do crime organizado no mercado de combustível.
A maior parte dos estabelecimentos fiscalizados está na Região Metropolitana, com 27 postos autuados e 17 interditados. Na Região dos Lagos, dez postos foram alvo da operação e dois acabaram autuados. Na Costa Verde, sete estabelecimentos foram fiscalizados e dois autuados. Já na Região Serrana, cinco postos passaram pela fiscalização, dos quais dois foram autuados e um interditado.
Em 2025, o índice seguiu a mesma tendência. Setenta dos 129 locais fiscalizados foram autuados, o correspondente a 54%. Manipulação das bombas, obstrução de fiscalização e publicidade enganosa estão entre as fraudes mais encontradas.
Investigações em andamento da Polícia Federal (PF) sugerem o envolvimento do crime organizado, uma vez que o mercado de combustível é vulnerável a diversos tipos de ação criminosa. Além da manipulação de bombas e do sequestro de cargas, postos podem ser utilizados para lavagem de dinheiro devido à alta circulação de valores em espécie.
No início de julho, o Ministério da Justiça e Segurança Pública reuniu órgãos estaduais para discutir a questão. “O crime obtém um retorno maior com combustíveis do que com o tráfico de cocaína”, afirmou na ocasião Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal (ICL). Investigações em andamento da PF acompanham mais de R$40 bilhões em movimentações financeiras suspeitas ligadas a postos de gasolina.







