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Prisão na Cracolândia termina com bombas, barricadas e 4 presos

Tumulto com moradores de rua e usuários de drogas começou quando a Guarda Civil Municipal tentava prender um suspeito de roubar um celular

Por Da Redação - Atualizado em 10 maio 2017, 19h17 - Publicado em 10 maio 2017, 17h14

Moradores de rua e usuários de drogas da região conhecida como Cracolândia, na região central de São Paulo, entraram em confronto com a Polícia Militar, que terminou com barricadas nas ruas, disparos de bombas de gás e quatro pessoas presas, além de depredações e saques em lojas.

Segundo a Polícia Militar, homens da Guarda-Civil Metropolitana (GCM) se depararam com um roubo na Alameda Dino Bueno, perseguiram o suspeito e o prenderam. Os guardas, no entanto,  foram obrigados a pedir apoio da Polícia Militar na sequência para conter a confusão que se formou após a detenção.

Manifestantes montaram ao menos três barricadas e atearam fogo a objetos para impedir o avanço da polícia. A Tropa de Choque foi acionada. Algumas vias importantes da região, como a Avenida Rio Branco, tiveram de ser interditadas parcialmente.

Morte

A ocorrência na Cracolândia ocorre um dia depois de um funcionário de uma empresa especializada em remoção clínica e psiquiátrica ter sido encontrado morto na região. Bruno de Oliveira Tavares, de 34 anos, havia sido sequestrado, torturado e mantido em cárcere privado.

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A vítima ficou quatro dias em poder de criminosos, que despejaram o corpo no Bom Retiro, na região central. As mãos estavam atadas por fita adesiva e havia marcas de agressão.

A principal suspeita da Polícia Civil é que Tavares tenha sido assassinado por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com investigações, traficantes da região o confundiram com um policial. Para se defender, a vítima teria tentado convencer os criminosos de que, na verdade, era integrante do Comando Vermelho (CV), do Rio. A facção, no entanto, é rival da paulista.

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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