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Prisão de Palocci pode esclarecer pagamento para seu ex-assessor

Charles Capella foi apontado como destinatário de 2 milhões de reais do petrolão para ser usado na campanha de Dilma Rousseff

Por Hugo Marques 26 set 2016, 12h01

A prisão do ex-ministro Antonio Palocci poderá ajudar a esclarecer o envolvimento de outro ex-assessor seu nos esquemas da Lava-jato. Trata-se de Charles Capella de Abreu. O lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, disse ter ouvido do doleiro Alberto Youssef e do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto que Charles tinha atuado como arrecadador de dinheiro para a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff. Os pagamentos teriam ocorrido a pedido do ex-ministro Palocci, que foi coordenador da campanha presidencial.

Baiano afirmou em sua delação premiada que o doleiro Youssef afirmou ter feito uma entrega de 2 milhões de reais em espécie, a pedido do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, em um hotel em São Paulo. O dinheiro, segundo o lobista, foi entregue a uma pessoa que aparentava ser um segurança ou um assessor. A Polícia Federal mostrou uma foto de Charles Capella a Youssef e ele disse poderia ser a pessoa para quem entregou o dinheiro.

O doleiro afirmou que a possibilidade de ser Capella era de 70% a 80%. Charles Capella não é citado no extenso relatório de busca e apreensão divulgado há pouco pela força-tarefa. Ao ser confrontado com Capela em uma acareação, no entanto, Youssef disse que não tinha certeza que era o assessor o responsável por recolher os 2 milhões e que “não reconhece” que Capella tenha participado da negociação.

 

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