Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Prisão confirmada para célebre militante pró-democracia no Egito

Um tribunal egípcio condenou nesta terça-feira a um ano de prisão a célebre militante Asmaa Mahfuz por ter agredido uma testemunha no processo sobre episódios de violência mortais entre soldados e cristãos.

Mahfuz, uma das principais figuras do movimento de contestação popular que derrubou o presidente Hosni Mubarak em fevereiro de 2011, está nos Estados Unidos e não pôde comparecer ao julgamento, indicaram seus advogados.

Além da pena de um ano de prisão, a militante deve também pagar uma multa de 2.000 libras egípcias, segundo um primeiro julgamento feito por um tribunal de primeira instância em março e confirmado nesta terça-feira, informaram a agência estatal Mena e seus advogados.

Mahfuz deverá apelar da decisão depois de pagar a multa, segundo a Mena.

A associação egípcia de direitos humanos Arabic Network for Human Rights Information considerou que esta condenação é um “retorno às condenações políticas contra militantes da oposição”, referindo-se à época de Hosni Mubarak.

Segundo esta ONG, Mahfuz foi acusada de ter “agredido” um homem perto do gabinete do procurador durante o processo sobre a violência entre coptas e soldados, algo que ela nega.

Mahfuz ficou famosa depois de ter postado um vídeo no You Tube exortando os egípcios a protestar contra Hosni Mubarak. Após a queda do governante, a militante fez críticas aos militares que assumiram o comando do país.

A justiça militar a havia interrogado em agosto, acusando a militante de ter difamado no Facebook e no Twitter o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), que governa o país desde a queda de Mubarak. Mas o Exército retirou as acusações.