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Primo de Samuel, vítima do incêndio no Flamengo: ‘Ele só queria brincar’

Vinícius de Souza foi com o tio Arthur Severiano Rodrigues de Souza ao IML do Rio neste sábado

Dois familiares de Samuel Thomas, um dos 10 atletas vitimados pelo incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, compareceram ao Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no centro do Rio de Janeiro, para fazer o reconhecimento do corpo do jogador. Arthur Severiano Rodrigues de Souza e Vinícius de Souza, tio e primo de Samuel, chegaram ao IML no começo da tarde deste sábado.

O primo Vinicius falou que Samuel Thomas considerava os treinamentos nas categorias de base do Flamengo como lazer, não profissão. “O Samuel queria brincar de jogar bola. Não levava isso como trabalho. Ele saia de casa pra treinar e falava pra gente que queria brincar, ser feliz e fazer o que gosta”, relembrou.

Vinícius revelou que o atleta era fã de Léo Moura, que jogou como lateral-direito do Flamengo de 2005 a 2015 — a posição era a mesma do jogador de 15 anos. “Ele gostava do Júnior também”, completou Vinícius, em referência ao ídolo do time carioca, que fez parte do título da Libertadores da América em 1981.

Arthur de Souza falou sobre o bom comportamento de Samuel no dia a dia e como ele fazia questão de frequentar a “laje de Muriaé”, onde mora. O tio é vascaíno, mas vestia uma camisa do Flamengo. Era um presente do sobrinho, que insistia que ele virasse a casaca. A mudança veio com o luto: “Hoje estou vestindo em homenagem. Deixei de ser Vasco e agora sou Flamengo”.

O acesso às famílias é difícil. O Flamengo reuniu todos os parentes em um hotel no Rio de Janeiro e o único contato com a imprensa acontece com os familiares que vem ao IML para o reconhecimento dos corpos. O clube chegou a cogitar um velório coletivo para homenagear os atletas, mas desistiu da ideia.