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Primavera árabe: oito mulheres fazem ‘apelo por digndade e igualdade’

Por Sia Kambou - 8 mar 2012, 14h44

Oito mulheres que participaram dos levantes da Primavera Árabe fizeram um “apelo, neste 8 de Março, pela dignidade e pela igualdade” para que “possam se beneficiar, no mesmo patamar dos homens, de um sopro de liberdade (…) nesta região do mundo”.

“Fazemos um apelo aos Estados, aos partidos políticos e à sociedade civil do país para que façam tudo para que a dignidade das mulheres e sua igualdade com os homens não sejam mais sacrificadas em nome de pretensas prioridades. Nenhuma democracia pode ser construída em detrimento da metade da sociedade”, proclamam num apelo, por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

O texto foi redigido pela militante tunisiana Souhayr Belhassen e por Bochra Belhadj Hmida, advogada e ex-presidente da Associação Tunisiana das Mulheres Democratas; pelas egípcias Shahinaz Abdel Salam, ativista e possuidora de um blog; por Nawal El Saadawi, escritora e médica psiquiatra; Tahani Rached, cineasta egípcia, além da romancista síria Samar Yazbek, da advogada líbia Azza Kamel Maghur e da ensaísta argeliana Wassyla Tamzali.

“A violência permanece nos espaços públicos e privados, e poucas medidas foram tomadas para pôr um ponto final a este flagelo. Os códigos da família são, na maior parte das nações árabes, apenas textos que instituem a exclusão e a discriminação”, lembram.

As redatoras exigem, principalmente: “a preservação dos direitos adquiridos, a ‘igualdade total e efetiva e a inscrição dos direitos das mulheres nas Constituições” – medidas destinadas, “enfim, a erradicar as violência cometida contra a população feminina”.

Elas querem ainda “a aprovação de uma legislação que proteja as mulheres das desigualdades sociais e econômicas e de discriminações”, além de “medidas de ação positiva, como a aprovação de cotas, para instituir o acesso delas à política e aos postos de decisão”.

Também querem a “denunciação das vozes que se elevam ‘aqui e lá’ para discriminar as mulheres em nome de uma leitura retrógrada de preceitos religiosos”.

O apelo, lançado pela rádio France Inter, também foi publicado em vários jornais europeus.

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