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Presos ladrões de carga que agiam na marginal do Tietê

A tática dos assaltantes é sempre a mesma: de dentro de um veículo de passeio, eles gritam para o caminhoneiro afirmando que um dos pneus está furado

Por Da Redação 10 nov 2011, 03h58

Policiais civis do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) detiveram, na noite desta quarta-feira, dois integrantes de uma das quadrilhas de roubo de caminhões e cargas que vêm agindo na Marginal do Tietê, um dos principais eixos de ligação entre as zonas Oeste e Leste da capital paulista. Emerson Romero Catalani e Daniel Almeida Fernandes, ambos de 28 anos, foram presos na região do Grajaú, Zona Sul de São Paulo, a cerca de 30 quilômetros do lugar do roubo, quando tentavam deixar o local em uma carreta Volkswagen, roubada por eles na manhã de terça-feira, dia 8, na Marginal do Tietê. O caminhoneiro, um paranaense, segundo a polícia, foi rendido pelos criminosos ao parar a carreta, carregada de aparas de papel.

A tática dos assaltantes foi a mesma que vem sendo utilizada pelos demais ladrões que agem na Marginal. De dentro de um veículo de passeio, os assaltantes gritam para o caminhoneiro afirmando que um dos pneus está furado ou que há problemas com a carga. Depois de muita insistência, a vítima acaba acreditando que algo de errado há no veículo e para, momento em que é abordada e rendida.

“É o esquema dois em um”, explica o delegado Marcelo Bianchi, do Deic. “Em um roubo só conseguem dois objetivos: veículo e cargas. Em 60 dias prendemos quase 30 envolvidos neste tipo de crime”. No caso do caminhoneiro, a vítima, depois do roubo, voltou para o Estado de origem de ônibus, sem saber que o veículo havia sido abandonado pelos bandidos na Avenida Dona Belmira Marin, no Grajaú.

Para ter certeza de que não havia rastreador via satélite na carreta, a dupla deixou o veículo estacionado na avenida localizada no Grajaú. Como ninguém apareceu, depois de quase 36 horas, Emerson e Daniel voltaram para o local em uma picape Fiat Strada, mas acabaram presos pelos policiais quando se preparavam para fugir com a carreta e a carga.

Segundo a polícia, Emerson já tem passagem por homicídio. O comparsa, por roubo. No bolso de Emerson foi encontrada a chave de um Gol branco. O carro estava a dois quarteirões do local. “A vítima afirmou que um dos veículos utilizados no roubo poderia ser um Gol branco”, contou o delegado. “Vamos chamar o motorista para realizar o reconhecimento”.

(Com Agência Estado)

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