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Presidente do PMDB chora ao falar da BR 364

Valdir Raupp disse que não conseguiu se conter ao lembrar dos amigos que morreram na rodovia, que liga o Mato Grosso ao Acre, passando por Rondônia

Por Da Redação 1 mar 2012, 11h50

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), caiu no choro nesta quinta-feira enquanto falava das “péssimas condições” da BR 364. O fato ocorreu durante realização de audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado sobre problemas nas vias de escoamento da produção agrícola da região Norte. Estava presente o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Jorge Fraxe.

Raupp disse que não conseguiu se conter ao lembrar dos “muito amigos” que morreram na BR 364, que liga o Mato Grosso ao Acre, passando por Rondônia. O senador afirmou que chorava igualmente pelas famílias que perderam parentes naquela rodovia. “Há duas semanas morreu um vereador de meu partido, Expedito Macedo”, contou. “Antes, morreu um deputado do PT, Eduardo Valverde, e logo depois morreu o prefeito de Alto Alegre dos Parecis”.

O senador lembrou que também morreram na rodovia “famílias inteiras”, além de ser comum os acidentes com ônibus, um dos quais resultou na morte de 16 pessoas. Raupp informou que a média de falecimentos a cada ano, por causa de acidentes só no trecho de Rondônia, é de 200 pessoas.

O presidente do PMDB disse que há três anos vem cobrando providências do Ministério dos Transportes, a ponto de já ter levado a reivindicação a dez ministros, sem que nenhum deles tenha atendido aos pedidos. “O DNIT diz que o projeto está sendo adequado. Agora o diretor-geral informa que o projeto está pronto para ser licitado. É uma rodovia aberta por Juscelino Kubitschek e asfaltada no governo do presidente José Sarney, mas nunca mais foi restaurada. São 30 anos sem recuperação”, lamentou.

Raupp protestou contra a prática do governo de corrigir deficiências das estradas brasileiras, apenas “tapando buracos”. “Tapar buraco não adianta, não funciona. Tem de haver a restauração, que é a reconstrução”, insistiu.

(Com Agência Estado)

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