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Presidente do BNB é exonerado em meio a investigação

Por Da Redação - 20 jun 2012, 20h29

Por Lauriberto Braga

Fortaleza – O economista Jurandir Vieira Santiago foi exonerado nesta quarta da presidência do Banco do Nordeste do Brasil. Indicado pelo governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), ele estava no cargo há um ano. Ele deixa o comando do BNB em meio às investigações sobre um rombo de R$ 100 milhões em créditos que, de acordo com investigação da Polícia Federal, podem ter sido usados num esquema de caixa 2 de campanhas eleitorais de petistas do Estado.

Segundo a PF, o dinheiro pode ter sido repassado a empresas fantasmas ligadas a integrantes do partido e, depois, usado em campanhas. Há suspeita de ligação das empresas com o ex-chefe de gabinete de Santiago, Robério Geress, que já se afastou do cargo. Boa parte dessas empresas era de locadoras de veículos.

O PT cearense nega que tenha recebido o dinheiro dos créditos.

O rombo foi constatado em auditorias do próprio BNB e da Controladoria-Geral da União. As apurações resultaram em inquérito.

Santiago não deu entrevistas nesta quarta. Em nota divulgada no início do mês, enquanto ainda ocupava o cargo, o economista afirmou que “todas as providências” para elucidar “as supostas operações de crédito irregulares no Banco do Nordeste do Brasil” foram tomadas pela instituição.

Comando atual

O diretor administrativo e de Tecnologia da Informação, Stélio Gama Lira Júnior, está comandando interinamente o banco. Ele ficará na função até o ministro da Fazenda, Guido Mantega, indicar o novo presidente. Há a possibilidade mudança de toda a atual diretoria.

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