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Preço do metro quadrado sobe 135% na cracolândia

Valorização sofrida pela área mais degradada da capital é quase a mesma que a observada na Avenida Paulista, região cobiçada da cidade

Por Da Redação - 4 out 2013, 08h39

A valorização imobiliária na capital paulista chegou até a região da cracolândia, no Centro. Pelo menos é o que mostra a nova Planta Genérica de Valores (PGV), usada como base para o cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A revisão dos valores venais dos imóveis proposta pela gestão de Fernando Haddad (PT) estabelece uma alta de 135% no valor do metro quadrado das construções existentes, por exemplo, no cruzamento da Rua Helvetia com a Alameda Dino Bueno – principal ponto de concentração de usuários de crack.

Segundo projeto de lei que será votado pelos vereadores até o fim do ano, o metro quadrado de uma casa localizada na Alameda Dino Bueno custa hoje 1 420 reais. Em 2009, seu valor venal era de 602 reias. Perto dali, na Rua Helvetia, a valorização foi parecida – passou de 615 reais para 1 452 reais. O mesmo aumento é proposto para as Alamedas Glete e Cleveland.

Em alguns quarteirões, o preço ficou ainda maior. O valor do metro quadrado de um imóvel com frente para a Rua Guaianases, quase na esquina com a Avenida Duque de Caxias, passou de 1 105 reais para 2 417 reais. Vale lembrar que o valor venal é menor do que o praticado pelo mercado.

Enviada nesta quinta-feira à Câmara Municipal, a revisão da PGV revela que, para a Prefeitura de São Paulo, a valorização sofrida pela área mais degradada da capital é quase a mesma que a observada na Avenida Paulista, também no Centro. Na quadra entre as Ruas Itapeva e Professor Otávio Mendes, o cálculo venal do metro quadrado cresceu de 9 507 reais para 22 133 reais – alta de 132%.

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IPTU – Os novos valores atribuídos ao metro quadrado de todos os bairros de São Paulo definirão a taxa que cada contribuinte vai pagar de IPTU a partir de 2014. Para não repassar o aumento total no imposto, a prefeitura planeja criar teto de 30% no reajuste residencial e de 45%, no comercial. A prefeitura calcula que 1,3 milhão de imóveis na capital terão o IPTU reajustado pelo teto em 2014.

Parlamentares da base aliada ao prefeito Haddad optaram por analisar a proposta de aumento com cautela. Roberto Tripoli (PV) afirmou que o reajuste é “salgado”, mas pode ser necessário para bancar o congelamento do preço da passagem de ônibus em 3 reais no próximo ano. Já Rubens Calvo (PMDB) afirmou que os vereadores poderão discutir um teto de reajuste mais baixo e apresentá-lo em forma de substitutivo ao projeto de lei.

Do lado oposto, a bancada do PSDB sustenta ser injusto o aumento e afirma que não apenas os “ricos” serão prejudicados. Para o presidente da Câmara Municipal, José Américo (PT), as discussões serão acaloradas, mas a proposta do Executivo deve prevalecer.

(Com Estadão Conteúdo)

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