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Posição da Santa Sé sobre Jerusalém Oriental não mudou, diz Vaticano

Por Giuseppe Cacace 12 jun 2012, 10h30

A posição do Vaticano sobre Jerusalém Oriental não mudou, indicou nesta terça-feira o negociador da Santa Sé, ao responder às inquietações palestinas sobre um reconhecimento implícito a Israel da parte oriental da cidade de Jerusalém.

“A posição da Santa Sé não mudou”, declarou o monsenhor Ettore Balestrero à Rádio Vaticano ao término de uma reunião da comissão Santa Sé-Israel, na qual foi abordado o pedido israelense de que sua legislação seja aplicada à parte oriental de Jerusalém, ocupada desde 1967, o que violaria o direito internacional.

Os palestinos temem que a Santa Sé aceite a aplicação desta legislação.

A comissão conquistou “um progresso substancial” para chegar a um acordo sobre as propriedades da Igreja católica na Terra Santa, sem chegar a assiná-lo, disse a mesma fonte.

A próxima reunião da comissão foi fixada para o fim de dezembro em Jerusalém.

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“Há bastante tempo estabelecemos que são negociadas apenas as propriedades que não se encontram em Jerusalém Oriental nem na Cisjordânia para conseguir assinar um acordo”, explicou Balestrero.

Para o religioso, vice-secretário vaticano para as relações com os Estados, “a confusão” e “o alarme” nasceram porque se baseiam em um instrumento de trabalho “superado” há algum tempo, comentou.

A imprensa local informou sobre um projeto de acordo entre a Santa Sé e Israel que terminava por reconhecer indiretamente a anexação por parte de Israel de Jerusalém Oriental e que inclui a Cidade Velha e alguns dos principais locais religiosos (Santo Sepulcro, Esplanada das Mesquitas/Monte do Templo e Muro Ocidental).

A posição da Santa Sé sobre Jerusalém Oriental não mudou, “o que foi reiterado no acordo básico entre a Santa Sé e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP)” e “será de novo assinado no acordo global com a OLP em processo de elaboração”, disse Balestrero.

Desde 1999, o Vaticano e Israel negociam um acordo sobre as propriedades da Igreja católica, a exoneração de impostos pelas atividades comerciais nas comunidades cristãs e o status jurídico em geral da Igreja católica.

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