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Policiamento de áreas turísticas no Rio será feito com bicicletas

Copacabana, Lapa e Aterro do Flamengo estão entre os locais que, nesta quarta-feira, receberão o novo sistema de patrulhamento. Agentes receberam treinamento especial

Por Da Redação - 17 jul 2012, 08h41

As áreas turísticas do Rio passarão a ter, nesta quarta-feira, equipes de policiais que se deslocam de bicicleta. A estratégia, que já é empregada em São Paulo, visa a facilitar os deslocamentos em áreas que, por suas características ou condições de trânsito, são inadequadas para os carros. Apesar do atraso – afinal, bicicletas são anteriores a quase tudo que é apresentado como novidade em matéria de policiamento – a medida é bem-vinda. O projeto piloto, do Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (BpTur), começa por Copacabana, Aterro do Flamengo, Lapa e centro histórico da cidade.

A ação começará com 20 policiais, que concluíram treinamento na última semana. A ideia é expandir o policiamento para outras áreas ainda este ano. De acordo com o Comando da PM, o modelo pode ser estendido à orla da zona sul e às regiões da Praça XV, Pier Mauá, Paço Imperial e Praça Tiradentes, onde o fluxo de turistas é intenso e ocorrem furtos e pequenos delitos.

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A ideia surgiu como resposta à dificuldade de deslocamento no trânsito, diz o tenente-coronel Joseli Cândido. “A bicicleta supera essas dificuldades”, afirma. Para ele, as bicicletas dão mais rapidez e ampliam em cinco vezes a cobertura policial.

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Os oficiais carregam armas não-letais, de eletrochoque, e rádio. O grupo recebeu treinamento de dez dias e visitou cidades de Minas Gerais onde o modelo já é adotado. Em setembro, uma delegação vai a Miami, nos Estados Unidos, conhecer a experiência americana. Os oficiais tiveram aulas sobre Direitos Humanos, ergonomia, Código de Trânsito e polícia comunitária. Eles aprenderam técnicas de desembarque em movimento, manobras para impedir fuga e imobilização de suspeitos.

Mais bicicletas – Estranhamente, o policiamento com bicicletas, no Rio, ainda tem jeito de novidade. A Guarda Municipal já emprega homens de bicicleta, mas também em áreas específicas. Expandir policiamento e outros serviços com uso de bicicleta ajuda a cidade a atingir uma meta traçada pelo prefeito Eduardo Paes para 2016: transformar o Rio na “capital da bicicleta”.

O sistema de aluguel de bicicletas, com patrocínio de um banco, revelou-se um sucesso. Para tanto, foi preciso apenas substituir o sistema limitado, que cobria apenas um trecho da zona sul, por algo mais amplo, com estações capazes de fazer usuários considerarem a possibilidade de optar pela bicicleta para trabalhar ou para o lazer.

O maior obstáculo para as bicicletas no Rio – e todas as grandes cidades brasileiras – no momento é o número limitado de ciclovias, as ruas inadequadas para o ciclista e a cultura dos motoristas, que se recusam a abrir mão de uma faixa das vias para quem passa pedalando.

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(Com Agência Estado)

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