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Policial morre em ataque de traficantes a UPP no Alemão

Bandidos abriram fogo contra unidade na favela Nova Brasília e policiais do Bope foram enviados ao local. Policial morta estava há quatro meses na PM

Por Da Redação
24 jul 2012, 00h12

No mais grave ataque já registrado a uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em quatro anos do programa no Rio de Janeiro, traficantes armados mataram uma policial militar de 30 anos, na noite desta segunda-feira, na favela Nova Brasília, que fica no Complexo do Alemão. Um grupo de bandidos disparou contra um container da unidade, atingindo a policial com um disparo de fuzil. O projétil, segundo a PM, teria atravessado o colete à prova de balas da policial.

A investida dos criminosos motivou uma reação da PM, que deslocou para o local homens do Batalhão de Operações Especiais, do 16º BPM (Olaria) e do Batalhão de Choque. Policiais de várias unidades da PM foram posicionados na favela e na Avenida Itararé, local de onde, em dezembro de 2010, partiram os blindados das Forças Armadas que ocuparam o conjunto de favelas.

A policial, cujo nome ainda não foi informado pela Polícia Militar, chegou a ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na região, mas ela não resistiu aos ferimentos. A policial estaria há apenas quatro meses na PM e fazia parte do grupo de policiais recém-formados que substituiu homens do Exército na missão de patrulhar o Alemão. A saída definitiva do Exército ocorreu este mês, com a missão de “pacificação” dada como encerrada pelas Forças Armadas.

Também nesta noite foi registrado tiroteio entre policiais e bandidos na localidade da Pedra do Sapo. Ainda não há informações sobre presos ou detalhes sobre o paradeiro dos traficantes que participaram do ataque.

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Ameaças – No último dia 16, uma granada foi lançada contra a UPP da Fazendinha, também no Alemão. No conjunto de favelas, assim como na favela da Rocinha, na zona sul, é constante a ameaça de volta dos traficantes armados ao território que, por décadas, foi controlado pelos bandidos.

Bem maiores que favelas como o Dona Marta e os morros Babilônia e Chapéu Mangueira, hoje visitados por turistas, Alemão e Rocinha têm constantes episódios como tiroteios ou ações que, para a polícia, são de criminosos remanescentes.

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