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Policial Militar da UPP da Rocinha é baleado por bandidos

Desde fevereiro, cinco agentes foram feridos durante confrontos na favela

Por Da Redação 2 abr 2014, 21h08

Um soldado da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha foi baleado, no fim da tarde desta quarta-feira, durante patrulhamento na favela, na Zona Sul do Rio. O policial, que não teve o nome divulgado, foi o quinto PM ferido na favela desde fevereiro. De acordo com o comando das UPPs, ele foi socorrido e levado para o Hospital Miguel Couto, mas seu estado de saúde não foi revelado.

Iniciado em 2008 pela Secretaria de Segurança do Rio, o projeto das UPPs vem enfrentando uma série de dificuldades. A da Rocinha é, segundo as próprias autoridades de segurança pública, uma das mais problemáticas. A tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza, em julho, dentro da sede da UPP, parece ter selado o destino da unidade, que desde então é alvo de denúncias de corrução e de ataques do tráfico.

Em fevereiro, o coordenador geral das UPPs, coronel Frederico Caldas, e a comandante da Rocinha, major Priscila de Oliveira, ficaram feridos em um ataque. Em 4 de março, outros dois PMs foram baleados em um confronto na favela. No dia 25, um carro da Polícia Militar foi atingido por tiros na favela. De acordo com o comando das UPPs, policiais faziam patrulhamento de rotina na favela quando foram atacados por traficantes.

Prisão – No fim da tarde desta quarta-feira, policiais da 11ª DP (Rocinha) prenderam o traficante Luiz Carlos Jesus da Silva, o Djalma, de 33 anos. Acusado de ser o chefe do tráfico na parte alta da comunidade, Djalma foi preso na areia da praia da Barra da Tijuca, depois de sair da comunidade para encontrar um comparsa. Segundo a polícia, ele teria ordenado parte dos ataques à UPP da Rocinha.

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