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Policiais militares negam cobrança de propina

Advogados afirmam que cabo e sargento que liberaram carro do atropelador de Rafael Mascarenhas não suspeitaram das avarias no veículo

Os policiais militares suspeitos de cobrar propina para liberar o carro que atropelou o jovem Rafael Mascarenhas só vão se pronunciar em juízo. A delegada Bárbara Lomba, da 15ª DP (Gávea) afirmou, no entanto, que o cabo Marcelo Bigon e o sargento Marcelo Leal negaram em uma conversa informal as acusações de corrupção. “Eles continuam negando que fizeram ou receberam qualquer proposta de suborno para liberar o carro”, disse a delegada.

Os policiais também sustentam a versão de que, no momento da abordagem do Siena preto dirigido por Rafael Bussamra, não suspeitaram de avarias ou características que indicassem acidente ou atropelamento.

Bárbara Lomba foi ao Batalhão Especial Prinsional (BEP), em Benfica, na tarde desta quinta-feira, para tomar o depoimento dos policiais. Os dois, no entanto, optaram por manter o silêncio, sob orientação de seus advogados. Está previsto para esta sexta-feira o depoimento dos dois à Corregedoria da PM, no qual ambos deverão permanecer calados.

Representante de Marcelo Bigon, o advogado Claudenor Prazeres afirmou que seu cliente estranhou, ao ver pela imprensa, os graves danos no Siena de Rafael Bussamra.

“Meu cliente (Bigon) desconhecia o fato de o túnel estar fechado. Ele nega ter visto avarias no carro que indicassem atropelamento”, afirmou Bigon. “Quando os policiais viram o carro na imprensa, suspeitaram que os estragos tivessem sido feitos na oficina”, afirmou Prazeres.

O sargento Marcelo Leal é defendido pelo advogado Ekner Maia, que tentou, na tarde desta quinta-feira, ter acesso ao inquérito sobre o atropelamento de Rafael Mascarenhas. O acesso, no entanto, foi negado, pois os dois não estão ainda sendo investigados pela Polícia Civil sobre a acusação de corrupção. No momento, segundo informou Bárbara Lomba, a prioridade da polícia ainda é esclarecer o atropelamento.