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Polícia prende líder da quadrilha que comandou roubo milionário a banco

Considerado pela Polícia Civil como um dos maiores roubos a banco do país, o crime ocorreu em agosto de 2011; o valor estimado chega a R$ 250 milhões

Por Da Redação - 6 nov 2013, 19h31

Foi preso nesta terça-feira o líder da quadrilha responsável por um roubo milionário em uma agência bancária do Itaú, na Avenida Paulista, no centro de São Paulo. Apontado como o mentor do crime, o comerciante João Paulo dos Santos, de 35 anos, foi detido quando saía de um estacionamento no bairro do Bom Retiro. Antes de ser capturado, ele chegou a resistir à prisão e correu por alguns quarteirões. Não houve troca de tiros. Ele foi levado para o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e deve ser transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP).

Segundo o Deic, Santos foi condenado pela Justiça a dezoito anos e oito meses de prisão no dia 25 de outubro. Até agora, seis pessoas foram presas pelo furto e outros sete são procurados. Os investigadores afirmam que ao menos vinte pessoas participaram do crime, considerado pela Secretaria de Segurança Pública do estado um dos maiores roubos a banco do Brasil.

Santos já havia cumprido pena de seis anos de detenção de 2003 a 2009 e tinha passagem pela polícia por roubo e formação de quadrilha.

Roubo – Na madrugada do dia 28 de agosto de 2011, doze assaltantes invadiram a agência bancária passando-se por funcionários da manutenção do prédio. Armados com pistolas, eles renderam um vigilante, que liberou o acesso ao subsolo da agência. Lá havia 400 cofres particulares, dos quais 170 foram arrombados em ação que durou cerca de 10 horas. Na manhã do dia seguinte, os bandidos fugiram do local sem dar alarde. A polícia só descobriu o crime oito dias depois dele ter ocorrido.

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De acordo com o diretor do Deic, Wagner Giudice, o roubo é estimado em 250 milhões de reais. Na época, as informações sobre o conteúdo roubado não foram informadas pelos clientes lesados. Especula-se que a maioria dos pertences ali armazenados não era declarada no Imposto de Renda. Cerca de um mês após o roubo, a polícia encontrou diamantes e moeda estrangeira com um dos suspeitos presos.

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