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Polícia pede que OAB, MP e Defensoria acompanhem protestos no Rio

Agentes da Abin, da polícia e do Exército serão infiltrados entre torcedores para agir em caso de atos violentos no jogo entre Brasil e Espanha

Por Pâmela Oliveira e Leslie Leitão, do Rio de Janeiro 30 jun 2013, 10h08

O comandante da Polícia Militar, Erir Ribeiro Costa Filho, pediu ajuda à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), à Defensoria Pública e aos Minist��rios Públicos Federal e Estadual para evitar que as manifestações programadas para este domingo não transformem a região do Maracanã em uma praça de guerra. Costa Filho enviou ofícios sugerindo que as entidades enviem representantes para participar do cordão de isolamento que policiais militares farão no entorno do estádio, palco do jogo entre Brasil e Espanha na final da Copa das Confederações.

Na avaliação de Costa Filho, a presença dos representantes das entidades entre policiais e manifestantes acalmaria os mais exaltados. O coronel sugeriu também que os representantes da OAB, do MP, MPF e da Defensoria ajudem na identificação dos vândalos misturados aos manifestantes. Em pelo menos dois protestos realizados no Rio – a batalha da Alerj, no dia 17, e o protesto que reuniu 300 mil entre a Candelária a Prefeitura, no dia 20 – os confrontos começaram depois que radicais lançaram fogos de artifício contra policiais. A identificação dos que incitam a violência poderia evitar que as cenas registradas em Belo Horizonte e em Fortaleza na última semana se repitam no Maracanã.

Ao todo, 10.000 agentes estarão envolvidos na proteção dos torcedores, segundo a Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos – 6.000 são PMs. Para tentar garantir a segurança dentro do estádio, agentes de segurança serão infiltrados no Maracanã, junto aos torcedores. Sexta-feira, agentes de inteligência de diversos órgãos reuniram-se na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e receberam ingressos para o jogo. O efetivo disperso na massa é formado por cinco homens da Coordenadoria de Informações e Inteligência Policiais (Cinpol), quatro da Abin, quatro do Exército, quatro Guardas Municipais e quatro Bombeiros.

PM – O convite às entidades para que participem da segurança na região do Maracanã foi feito depois que o MPF enviou ofício à PM recomendando que a corporação limite o uso de armamentos de baixa letalidade a casos de extrema necessidade. No documento, o MPF alertou para que não sejam usadas “em hipótese alguma” armas de baixa letalidade que não estejam em consonância com os padrões legais, normativos e operacionais brasileiros. A entidade referia-se às bombas de gás lacrimogêneo com concentração superior aos limites permitidos.

Como mostrou reportagem do site de VEJA, por falta de bombas de gás lacrimogêneo em estoque, a PM do Rio comprou 2.000 artefatos produzidos para Angola, onde a concentração da substância que cuas irritação é o dobro da permitida no Brasil.

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