Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Polícia pede mais prazo para concluir inquérito sobre morte de PMs

Investigação deveria terminar nesta quinta, mas investigadores querem mais 30 dias para analisar laudos periciais

Por Eduardo Gonçalves 3 set 2013, 17h24

A Polícia Civil pedirá à Justiça mais 30 dias de prazo para concluir o inquérito sobre o assassinato da família de PMs, ocorrido em 5 de agosto, na Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo. Nesta segunda-feira, os laudos periciais foram entregues aos investigadores, que querem mais tempo para analisá-los. O prazo para conclusão do inquérito termina nesta quinta-feira.

O arquivo com os laudos tem mais de cem páginas e deve ser conclusivo para apontar se o adolescente Marcelo Pesseghini, de 13 anos, tramou a morte dos pais, da avó e da tia-avó, como acredita a polícia, e qual seria a motivação do crime. O psiquiatra forense Guido Palomba foi requisitado pelos investigadores para traçar o perfil do jovem suspeito – seu parecer sobre o caso deve ser anexado ao inquérito policial. Quarenta e oito pessoas já prestaram depoimentos no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) sobre o caso.

Leia também:

O roteiro de horror na Vila Brasilândia

Resultados preliminares dos laudos informaram a sequência em que cada vítima foi morta e descartaram a hipótese de que a família estivesse dopada na hora das execuções. O sargento da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Luís Marcelo Pesseghini e a cabo do 18º Batalhão Andreia Regina Bovo Pesseghini, pais de Marcelo, foram os primeiros a morrer entre 0h e 1h do dia 5 de agosto. Em seguida, o menino teria assassinado a avó Benedita Oliveira Bovo e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva.

Continua após a publicidade

A ação teria sido rápida, e os tiros foram ouvidos pelos vizinhos, conforme comprovou a perícia durante teste sonoro realizado na casa do crime. Após matar os quatro parentes, o adolescente pegou o carro da mãe e foi até a escola onde estudava, na Freguesia do Ó, na Zona Norte de São Paulo. Lá, assistiu à aula normalmente e relatou aos colegas que matara os familiares no dia anterior, segundo depoimentos ouvidos pelos investigadores.

Depois, voltou para casa de carona com o pai de um amigo. Ao chegar à residência, pegou a arma utilizada para matar os pais, uma pistola .40, e se matou por volta das 14h.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Mauricio Blazeck, afirmou que os laudos confirmam a tese da polícia de que o menino matou a família e depois se suicidou. “Os laudos são muito precisos, estão bem elaborados e caminham para o mesmo norte [da versão da polícia]”.

Hipóteses – No primeiro momento, levantou-se a suspeita de que o crime era uma retaliação de grupos criminosos a ações recentes da polícia. Na semana anterior aos assassinatos, uma operação da polícia havia prendido mais de vinte pessoas envolvidas com o tráfico de drogas.

Com o avanço das investigações, porém, prevaleceu a hipótese de que o filho do casal de PMs era o autor do crime. Alguns dias depois da execução, o ex-chefe de Andreia, o coronel Wagner Dimas, do 18º Batalhão, disse que ela participara de uma investigação contra colegas policiais envolvidos em roubo a agências bancárias. No dia seguinte, em depoimento ao DHPP, voltou atrás e disse ter se confundido.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês