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Polícia oferece R$ 5 mil por pistas de assassinos de delegado

Um dos suspeitos do crime, já identificado, estava foragido por envolvimento com o tráfico de drogas no Rio de Janeiro

Por Estadão Conteúdo 14 jan 2018, 14h10

O Disque-Denúncia e a Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro ofereceram uma recompensa de 5.000 reais a quem der alguma informação que levem à identificação e prisão dos assassinos do delegado Fábio Henrique Monteiro, de 38 anos, baleado na última sexta-feira.

  • A central de atendimento colhe denúncias sobre crimes através das ligações anônimas e repassa os relatos às autoridades competentes. Um dos criminosos já foi identificado. A Polícia Civil tenta localizar Wendel Luis Silvestre por ter participado do crime. Ele já era considerado foragido da Justiça por ter outro mandando de prisão expedido em aberto, acusado de tráfico de drogas. Qualquer pistas sobre o paradeiro dele também valem a recompensa.

    “Cada um de nós que tomba é uma cicatriz que não fecha, mas que nos fortalece para que outros não passem por isso, outras famílias, outros policiais”, disse Roberto Sá, secretário de Segurança do Estado. “Nós identificamos esse criminoso, esse marginal, ele vai ser preso”. O crime é tratado como prioritário pelo órgão.

    O corpo do delegado foi sepultado neste sábado no mausoléu da instituição, no bairro do Caju. Monteiro trabalhava na Central de Garantias Norte (CG), unidade que otimiza os flagrantes policiais. Era professor de direito da Acadepol, ex-agente da Polícia Federal e pai de dois filhos.

    A polícia guarda em sigilo as informações já coletadas para não atrapalhar as investigações, mas uma hipótese é que ele tenha reagido a um assalto e foi executado. Ele foi encontrado com várias marcas de tiros no porta-malas de seu carro na Praça Dario Rogério, perto do viaduto de Benfica e das favelas do Arará e do Jacarezinho, na zona norte. O local fica a menos de dois quilômetros da Cidade da Polícia, complexo de unidades da Polícia Civil, onde Monteiro operava. O crime desencadeou operações no Arará e no Jacarezinho e dezenas de suspeitos foram levados para prestar do depoimento.

    Wendel Luis Silvestre, suspeito de matar delegado no Rio de Janeiro (RJ)
    Wendel Luis Silvestre, suspeito de matar delegado no Rio de Janeiro (RJ) Disque-denúncia/SSP-RJ/Divulgação
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