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Polícia já prendeu 16 por abusos no metrô de SP

Uma pessoa foi presa em flagrante nesta segunda-feira ao tentar atacar uma mulher dentro do vagão da CPTM. Ele disse que acessava páginas na internet que incentivam o assédio em trens

Por Eduardo Gonçalves 18 mar 2014, 18h22

A Polícia Civil de São Paulo informou nesta terça-feira que o 16º caso de assédio a mulheres no metrô e em ônibus de São Paulo neste ano terá outro encaminhamento: Adilton Aquino dos Santos, de 24 anos, foi indiciado por estupro após molestar uma mulher dentro de uma composição lotada da Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Segundo a Polícia Civil, o suspeito agarrou a vítima pelo braço e tentou arrancar sua calça nesta segunda-feira. Ao perceber o abuso, passageiros espancaram o agressor até a chegada dos agentes de segurança.

Os demais quinze casos foram registrados como atentado violento ao pudor. A maioria deles é adepta do estúpido grupo intitulado “Encoxadores”, que registra cenas de mulheres sofrendo abusos dentro de vagões de trens e ônibus lotados e as compartilha nas redes sociais, como mostrou o Brasil Post. Nessas páginas, a imbecilidade não tem limites: os seguidores dão dicas de como manter a discrição e chegam ao absurdo de afirmar que as humilhações são consensuais. No Facebook, o perfil tem mais de 3.000 curtidas.

Preso pela polícia, Santos afirmou que costumava acessar esse tipo de página. Segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, foi aberta uma investigação para rastrear a ação dessas pessoas.

Santos confessou ter molestado a mulher: “Infelizmente, foi um fato. Estava muito apertado (no trem) e eu não aguentei”, disse ao jornal O Estado de São Paulo. A vítima, uma supervisora de 30 anos, foi encaminhada à Santa Casa de Misericódia, onde foi diagnosticada com uma luxação no braço.

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