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Polícia investiga relação entre apólice de seguro e morte de Joaquim

Em mensagem enviada para a mãe do garoto, Guilherme Longo fala sobre documento; reconstituição do crime ocorre nesta sexta

Uma nova pista pode mudar o rumo das investigações sobre a morte do menino Joaquim Ponte Marques. Em mensagem de telefone celular enviada para a psicóloga Natália Ponte, mãe do garoto, pouco antes do sumiço da criança, o padrasto Guilherme Longo afirma ter feito uma apólice de seguro sem entrar em detalhes a respeito. Agora, a polícia quer localizar a seguradora e saber a quem se refere esse seguro e quem seria beneficiado.

A informação foi confirmada pelo delegado Paulo Henrique Martins de Castro, que responde pelo caso e, que nesta quinta-feira, se reuniu com o comandante da Polícia Militar, Paulo César Gomes. Eles discutiram detalhes da reconstituição que deve ser realizada nesta sexta-feira na casa onde Joaquim morava, no Jardim Independência, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Um amigo de Longo que teria informações importantes sobre o caso não apareceu para depor nesta quinta-feira e e a polícia não conseguiu localizá-lo. Longo está preso desde o dia 10 de novembro, quando o corpo de Joaquim foi localizado boiando no Rio Pardo, em Barretos, a 150 quilômetros de onde morava com a mãe e o padrasto. Ele foi só foi encontrado cinco dias depois do desaparecimento. Natália também está na cadeia, enquanto a polícia tenta esclarecer como o menino morreu e depois foi jogado na água.

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Recurso – A defesa de Longo entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O advogado Antônio Carlos de Oliveira alega que o principal suspeito de matar o menino pode colaborar com as investigações mesmo estando em liberdade.

De acordo com Oliveira, não existem provas consistentes que acusem seu cliente. “Ele não precisa estar preso para a investigação continuar”, afirma. No início desta semana, o advogado viu o pedido de liberdade ser negado pela juíza Isabel Cristina dos Santos, da 2ª Vara do Júri e de Execuções Criminais de Ribeirão. Agora, tenta um resultado favorável em segunda instância.

Oliveira também cogitou a possibilidade de o cliente não participar da reconstituição. O motivo seria a dificuldade do advogado em obter cópias de documentos relativos ao inquérito. Porém, mesmo que Longo não esteja presente, a polícia confirmou que pretende reconstituir os passos do padrasto na madrugada do dia 5.

Suspeita – Ao contrário do que diz o advogado, o delegado resposávels pelas investigações afirma já ter provas contra o padrasto, mas seria preciso juntar mais elementos e aguardar alguns laudos que ainda serão expedidos. A Polícia Civil continua trabalhando com a tese de que o menino morreu na casa e foi jogado no córrego que passa a 200 metros do imóvel, indo parar no Rio Pardo. Segundo a polícia, Longo é o principal suspeito pela morte da criança. Ele teria usado ,para isso, de forma acidental ou premeditada, uma dose excessiva de insulina. O menino Joquim foi diagmosticado com diabetes cerca de um mês antes do desaparecimento.