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Polícia indicia cinco por morte de estudante da Unicamp

Investigação concluiu que grupo de punks matou universitário de 21 anos após confundi-lo com homem que teria assediado a namorada de um deles

Por Da Redação - 4 out 2013, 09h16

A Polícia Civil de Campinas indiciou, nesta quinta-feira, cinco pessoas pela morte do estudante da Unicamp Denis Papa Casagrande, de 21 anos. Ele foi assassinado dentro do campus no último dia 21, em Campinas, no interior de São Paulo, durante uma festa. Os acusados são integrantes do movimento punk e não estudam na universidade. São eles: o casal Maria Tereza Pelegrino e Anderson Marcelino Mamede, ambos de 20 anos, André Motta, de 22, e dois menores, de 15 e 16 anos.

O casal está preso desde o dia 27. Em depoimento à polícia, Maria Tereza confessou ter esfaqueado o jovem e Mamede admitiu tê-lo agredido. Nesta quinta, a Delegacia de Homicídios de Campinas concluiu as investigações e acusou o grupo de homicídio doloso duplamente qualificado – por motivo fútil e sem recurso de defesa à vítima.

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O inquérito, que será encaminhado à Justiça, relata que Casagrande levou uma facada no coração e depois foi espancado por aproximadamente quinze punks. Segundo a apuração policial, ele foi confundido pelo bando com uma pessoa que teria assediado Maria Tereza durante a festa.

O advogado Rafael Pompermayer pediu a liberdade de Maria Tereza, alegando que ela agiu em legítima defesa ao desferir o golpe de faca. Segundo ela, a vítima a teria agarrado à força antes de ela cometer o crime. Pompermayer também nega que sua cliente tenha confundido a vítima com outra pessoa. Os demais acusados não constituíram defesa.

Caso – Denis Casagrande era estudante do segundo ano do curso de Engenharia Mecatrônica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na madrugada do dia 21 de setembro, ele foi a uma festa organizada por uma rádio pirata no campus da universidade. Cerca de 3 000 pessoas participavam do evento. No local, ele teria se envolvido em uma briga com um grupo de punks, que terminou com a sua morte.

Segundo a polícia, Mamede teria ferido, com faca, a própria perna para fingir que também foi vítima na confusão. Os suspeitos podem pegar de doze a vinte anos de prisão e os menores, até três anos de internação.

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Após o crime, a Unicamp autorizou a entrada da Polícia Militar na entidade. Antes disso, familiares e amigos do estudante fizeram um protesto em frente à reitoria da universidade cobrando mais segurança no local e um posicionamento sobre a realização de festas clandestinas na instituição.

(Com Estadão Conteúdo)

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