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Polícia indicia 13 pela morte de Cláudio Rafael, acusado falsamente de roubo em Copacabana

Brutalmente agredido, ciclista chegou a ser levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos; caso ocorreu em 12 de agosto

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 set 2026, 16h31 | Atualizado em 8 set 2026, 16h32
Polícia indicia 13 pela morte de Cláudio Rafael, acusado falsamente de roubo em Copacabana Priorize VEJA no Google

A Polícia Civil indiciou 13 pessoas nesta terça-feira, 8, pelo assassinato de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos. Ele foi falsamente acusado ter roubado uma bicicleta por um segurança de um estabelecimento em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 12 de agosto. Cláudio Rafael passou por uma sessão de agressões, agonizou por 30 minutos antes de ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e chegou a ser levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu.

“Após análise das câmeras de monitoramento, os agentes identificaram que o homem foi cercado por seguranças que atuavam na região e sofreu agressões durante cerca de nove minutos. Ele levou socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira. A vítima não reagiu às agressões. Ele sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos”, afirmou a PCERJ em nota.

Cláudio Rafael havia saído de sua casa, em Botafogo, por volta das 22h30, para ir a uma loja de conveniência e dar um passeio na bicicleta de uma das suas irmãs. Já em Copacabana, na altura da Barata Ribeiro, foi abordado pelo segurança Davi Santos Machado, que perguntou a origem da bicicleta. Encurralado, foi agredido pelo profissional, pelo vigilante Jorge Luiz Ricardo Dias e pelos entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva. 

+ Acusado injustamente de roubo, homem levou mais de 50 pauladas em Copacabana; entenda

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Os quatro estão presos. Wellington Luiz Santos de Souza, que chutou a cabeça de Cláudio Rafael antes de seguir caminho pelas ruas de Copacabana, está foragido. Eles foram indiciados por homicídio triplamente qualificado. João Cleber de Souza Santiago, filho do dono do Café Bar Nosso Cantinho, responde por omissão de socorro.

Por sua vez, a atendente Rayane de Souza Batista da Silva é investigada por lesão corporal. Segundo a corporação, ela entregou um bastão de madeira para um dos agressores. Já Aluísio da Silva Filho, Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias e Antônio Marcos Pires Sudre da Silva responderão por exercício ilegal de profissão.

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Também foram indiciados, pela contratação indevida dos seguranças, Antônia Sandra Rodrigues Ferreira, dona da lanchonete Só Pra Ti; Antônio Gonçalves Santiago Neto, proprietário do Café Bar Nosso Cantinho e do do Bar e Café Tropical; Lucilene Barros da Silva, responsável pela Farmácia Top Farma, na Rua Barata Ribeiro; e Antônio Ivan Alves Pereira, um dos sócios-proprietários do restaurante Boteco Amarelim de Copa.

 

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