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Polícia faz reconstituição do assassinato de diretor da Yoki

Por Da Redação 7 jun 2012, 14h49

A polícia realizou na madrugada desta quarta-feira a reconstituição da morte do empresário Marcos Kitano Matsunaga. A viúva do executivo, Elize Matsunaga, que confessou ter matado e esquartejado o marido, participou dos trabalhos. Também foi realizada uma perícia no apartamento do casal, onde Matsunaga foi morto.

Elize disse ter cometido o crime sozinha e esquartejado o marido no banheiro da empregada, na cobertura em que morava o casal, na capital paulista. Marcos Matsunaga era diretor executivo da Yoki, uma gigante do setor de alimentos, e foi morto no dia 20 de maio. A confissão ocorreu durante o interrogatório de Elize no DHPP, na manhã de quarta. Ela está presa desde segunda-feira e a polícia ainda não confirma o pedido de prolongamento da prisão por mais trinta dias.

Segundo o delegado Carrasco, Elize corrigiu a primeira informação apurada pela polícia de que a arma usada no crime seria uma pistola calibre 765. Ela informou ter usado uma pistola 380, que já foi entregue aos investigadores. E confirmou que o motivo foram as infidelidades cometidas pelo marido. Elize disse que na noite do crime, ela disparou a pistola contra o marido no quarto do casal depois de os dois discutirem por causa das traições dele. Ela então deixou o corpo no local por dez horas. Quando surgiram os primeiros sinais de rigor cadavérico, ela arrastou o corpo para o banheiro de empregada, onde o esquartejou. A faca usada por ela ainda não foi encontrada, mas Elize disse que vai apresentá-la à polícia. Ela confirmou também que o corpo foi tirado do apartamento dentro das malas que ela aprece carregando nas imagens do circuito interno de TV do edifício onde o casal morava.

Elize negou a participação de outra pessoa no crime. Disse que fez tudo sozinha, mas a polícia pretende interrogar ainda uma das babás do casal e não descarta a possibilidade de fazer uma reconstituição do crime no apartamento em que morava o casal. Elize será indiciada no artigo 121 do código penal, por homicídio qualificado.

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