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Polícia faz reconstituição da morte de MC Daleste

Laudo do IML apontou que o cantor morreu de anemia aguda em função da perda de sangue, após ter sido alvejado durante show em Campinas

A Polícia Civil de Campinas, no interior de São Paulo, fará na quarta e quinta-feira a reconstituição do assassinato do funkeiro Daniel Pellegrine, de 20 anos, conhecido como MC Daleste. Ele foi alvejado enquanto realizava um show na periferia da cidade, no dia 6. Nesta segunda-feira, um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) revelou a causa da morte de Pellegrine: anemia aguda provocada pela perda de sangue.

O delegado Rui Pegolo informou que testemunhas estão sendo ouvidas e que a reconstituição será feita pelo Instituto de Criminalística. A polícia apura se houve crime passional. Segundo os policiais, a única certeza é que o autor do disparo planejou antecipadamente a ação e era um profissional.

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No dia 6 de julho, o funkeiro se apresentava em um condomínio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), no bairro de San Martin – região onde há tráfico de drogas. Por volta das 22h40, o show foi interrompido por dois disparos vindos da plateia. Um passou de raspão e o outro acertou em cheio o abdômen de Daleste, que caiu no meio do palco. O tiro fatal atravessou três órgãos e saiu pelas costas.

Logo em seguida, ele foi encaminhado ainda consciente para o Hospital Municipal de Paulínia, no interior paulista. Horas depois, sua morte foi confirmada. No dia 9 de julho, o corpo foi enterrado na Zona Leste de São Paulo, região onde ele nasceu e que lhe rendeu o nome artístico.

No mesmo dia, uma manifestação em homenagem ao cantor reuniu cerca de 500 pessoas em frente ao Shopping Penha, também na Zona Leste de São Paulo.

(Com Estadão Conteúdo)